quinta-feira, 27 de novembro de 2014

DEVANEIOS - DE ANNE FRANK

Tenho Cara De Antigamente, Sou Do Tempo Em Que Caiçaras Eram Nativos Pescadores Do Mar
RIBEIRINHOS SÃO NATIVOS PESCADORES DOS RIOS
2014-edélvio-hoje aos 79 anos

 Bela judiazinha holandeza num conjunto de três famílias sob os auspícios da guerra, exilados num imóvel ccomercial seu, com disfarces de entradas e escadas em Amsterdã.  Por dois anos ali viveram enquanto seus amigos e vizinhos os tinham como evadidos para a Suiça..  Silêncio total durante o expediente de trabalho dos empregados dos negócios de seu pai,  a ninfeta de dsezesseis anos se tornou moça e virou mulher naquele cativeiro doméstico, dividindo espaços mínimos e até íntimos com pessoas estranhas mas necessitadas e da mesma grei judáica. 

São dramas de convivência social, entre gênios doces, outros histéricos, alguns tolos e o controle de  um pai atencioso, competente no comando de pessoas, abnegado com a esposa e as duas filhas, principalmente com a Anne qua êle já a vislumbrava  com inteligência rara e tendência para literatura, grafitando continuadamente em seus inúmeros livros-cadernos suas crônica memorialistas. Êle vendo-a zelosa no esconder aquele espalhafato de papéis, deu-lhe sua pasta com fechadura para guardar tesouros. Apaixonou-se por um jovem de pouco brilho intelectual ali abrigado, roubando-o dos interesses de sua irmã mais nova.  Comportamento vil mas humano, e pérfido quando levianamente o desautorizou causando dor em duas pessoas tão próximas dela.  

Todo judeu, na arena de guerra, que tinha um rádio, juntamente com anti-nazistas, estavam sempre ligados na BBC de Londres, onde acompanhavam os ataques aliados e o movimento da invasão da França para subjugar a Alemanha.  Aquela adversidade durou dois anos até 1945, fim da guerra.  Nas vésperas da rendição de Hitler, uma troupe pequena de nazistas armados com pistolas invadiram o reduto daquelas poucas pessoas, como um azar inominável e estarrecedor.  Todos foram redirecionados, aleatòriamente, para lugares longíncuos, onde haviam chuveiros de gaz letal.  A Anne Frank tembém, na florescência da juventude e deixando pra trás essa prosa dedurante e documental da barbárie nazista num deboche à humanidade.  

Quero fazer aqui um confronto entre o comportamento satânico de uma doutrina política infeliz do governo garmânico, primeiro para sua direção ao chamado "Espaço Vital", a fome alemã por terras tomadas a paises, um a um, para suprir uma necessidade inventada.  A segunda, a dizimação desse povo semita, simples e puramente na intenção de apagá-los do convívio nesta terra.

A similaridade dessas duas abordagens hitleristas, numa visibilidade ofuscante para quem quiser ver, das políticas sionistas, desde 1947, apenas dois anos depois do fim da  egunda guerra e agora, além de legalizar prisão de vinte anos à quem, palestino, for identificado como avoador de pedras contra essa divina replicação de deus, que é o povo judeu em israel.  O segundo endeusamento é transformar esse estado em lar do povo hebreu e especìficamente para esse povo filho do Deus dos Exércitos.  Palestinos nativos naquele solo serão empurrados fronteira à fora para serem incinerados por todas as armas mais modernas que a indústria americana dispuser a seu seviço.


quarta-feira, 26 de novembro de 2014

DEVANEIOS - DE PROFISSÃO DE FÉ FASCISTA DE ISRAEL

Tenho Cara De Antigamente, Sou Do Tempo Em Que Nunca Se Falou Em Califado
O BENJAMIM SEM MÁSCARA ESTÁ MOSTRANDO À QUE VÊIO
Casal de cinquentões, há 29 a atrás,
edélvio e D. Glauce, hoje aos  57 
anos de casamento

Notícia ruim:  Nethanayiu, premiê de israel, manda projeto de lei ao seu congresso tornando  estado-nação do povo judeu e lar do povo judeu, a pátria que tanto procurou, dejetando dos direitos provenientes dessa lei, os nativos árabes -palestinos que lá já habitavam a alguns milênios passados.

Esse cidadão, com ranço nazi-fascista, se vangloriando deúnica democracia naquelas plagas, na verdade, também o único não árabe num meio hostil, mais parecendo mesmo um grande espião para a causa americana ali, desconhecendo a aparência canhestra de um pais que tem uma colônia de cidadãos judeus-americanos nos EUA, maior que sua população imersa em meio árabe.  

Êle sabe dos seus exercícios militares, ali, para afiar os dentes, para que servem quando eliminia 33 palestinos na proporção de 1 judeu.  Serão a mão de obra bélica a enfrentar pròximamente Teerã, tendo como seu protetor e provedor seu querido inventor, os EUA.  Como sua tradição em negócios é notória, pode-se apenas imaginar o valor do prêmio por tão insano treabalho.  

O sonhador Ertzel pensava em instalar-se na Argentina, ou nas terras africanas do Congo, ou na ilha de Chipre, disputando-a entre gregos e turcos.  A volta à Palestina foi engenharia anglo-americana, com judeus, por baixo dos panos,  Ora, o poderoso de antes e até agora, poderia ter-lhes acolhido no Alaska, terras à perder de vista, com muitos iglus e baleias, compradas po 2 centavos de dolar à Rússia.  A razão geopolítica de metê-los ali, na Palestina,  é um segredo de polichinelo.

Pois bem, perguntem se os judeus-americanos querem migrar praquelas bandas.  Se em consequência de uma guerra bem delineada naquela região resultar no extermínio literal do povo Palestino, ou no mínimo, conceder-lhes compulsòriamente mais um  êxodo, definitivo, isso é tudo que o Bibi deseja e quer, supondo-se uma vitória de suas tropas nesse "imbróglio". 


terça-feira, 25 de novembro de 2014

DEVANEIOS - DE PAPA-TUDO

Tenho Cara De Antigamente, Sou Do Tempo Em Que Sianinha Enfeitava Gola De Nulher
DA CRISÁLIDA SE EXPLUI A BORBOLETA
1985-Rivera, Uruguai-frente à Santaba Do Livramento-RGS
Trio De Família Cigana E edélvio, Eu, Há 29 Anos Atrás

quarta-feira, 24 de julho de 2013


DEVANEIOS - DE PAPA-TUDO

    Inda bem que o Papa não virou mingau.  Isso é apenas um risco de graça, sem viés de deboche.  O Papa é um personagem, lider máximo de uma Igreja confessional, figura eminente.

    Meu voto de boa ida para Dominguinhos que tantas canções e músicas nos deu, e exemplo de homem de bem, garantindo para si uma bela morada na casa do Pai.

    Vou discorrer sobre  a capacidade que tem os homens em geral, de se aglomerarem em multidões, por razões várias.  A primeira é a busca de espetáculo;  pode ser de valor trágico, dramático, de comédia, cívico, revolucionário, marcial, diversional..., de mil explicações.  Pra mim importa saber quais criaturas encorpam esse cortejo.  Tenho a impressão que são os mesmos, os que se ajuntam numa procissão religiosa, dia seguinte estão numa parada gay, mais adiante num cortejo cívico, num desfile de escoteiros ou de colegiais, num comício político ou na promoção de circo ou de evento.  O ou um espetáculo tem sempre o dom de atrair pessoas, de espicaçar  curiosidades e por fim, mostrar que quantidade não é sinônimo de qualidade, sem querer contar o risco de acidentes.  Outra catapulta que incita a saida dessas criaturas de suas locas é uma sina tradicional e enraizada de mourejar ao relento enquanto têm mobilidade juvenil para matar curiosidade, ver coisas longe de corriqueiras visões, trazer motivos pra tro-lo-lós, fazer zoeiras e encher de arrulhos os ambientes convencionais.  É assim que vejo e julgo as multidões.

    É um processo de juventude, de energia, de inquietude, travestidos com roupas apropriadas para os diversos eventos, sem raizes, no entanto.  É zoada pura, múrmurios ensurdecedores; vejam as saidas dos embates de futebol; de qualquer encontro de atletismo.  As saidas desses encontros nunca são diferentes.  Sào no mais, expressões do comportamento humano, resultem em bons ou maus augírios.

   Assim sendo, viva o Papa, viva o carnaval, o futebol, o circo os casamentos e os enterros, viva "nóis" os corintianos.

    Lembro-me dos idos quando eu tinha quatro dos meus sete filhos e íamos, atraidos por aquela força  de curiosidade que falei lá em cima.  No bolsinho de cada um, um papelzinho com nome e endereço; não havia telefone, por quê telefone não havia.  Já falei pra vocês que sou idoso e que tenho cara de antigamente; sou do tempo em que enfeite de gola de mulheres era sianinha.  Estavamos num desfile militar de sete de setembro.  Desafiava-mos os riscos sempre existentes em grandes grupos de pessoas.  Hoje, minha vitalidade e mobilidade se resumem à inteligência, a uma cabeça que parece uma usina e que me futuca para escrever.  Parece que somos dois, um pergunta e outro responde;  como se tivesse dialogando frente a UM ESPELHO; OU NÃO HAVENDO ESPELHO, EU ESTIVESSE EM PÉ E PERGUNTASSE; DESSE UM CORRUPIO, E RESPONDESSE, E NESSA MACAQUICE PERMANECESSE HORAS À FIO.  ASSIM É E SERÁ;  O PAPA E EU;  EU E VOCÊS;  VOCÊS, EU, O PAPA E QUEM MAIS FOR.

    DESCULPEM-ME TER-LHES VISTO E TÉ AMANHÃ.


Tenho Cara De Antigamente, Sou Do Tempo Em Que Crisálida Era Casulo
PERTENCIMENTO É ESTAR ENTRE OS QUE LHE QUEREM

COM NORMALISTAS EM RIVERA



DEVANEIOS - DE TUDO

Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe.
O muito é a véspera do nada.

    Vamos falar sobre tudo.  Senpre  quis ser blogueiro e agora tenho um blog.  Chama-se "visoesedenicas.blogspot.com", mas tem mais funcionado para respostas, com e.mail "edelviocoelholindoso@gmail.com".   Pensava que a interação com esse instrumento era comum, e as repostas eram como alimento e combustão para provocar assuntos e mais presença de afins ou divergentes.  A NET, ou WEB, não domino bem esse ambiente, me fornece o número de visualisações por dia, com gráficos, inclusive, e depois um número sempre inferior, que eu teimo em acreditar que sejam comentários, que é pelo que mais anseio.  Já intercedi, pelo Google, uma explicação, mas não fui atendido.  Se alguém que me está lendo, tiver essa resposta, por favor, passe-a pra mim.  Se há esses dois tipos de pessoas que acompanham os meus Devaneios, não tenho a menor ideia de onde se localizam;  se no Brsil todo ou fora dele, também, ou se só regionalmente.  O meu desejo é sentir a temperatura da aceitação ou da repulsa, para minha orientação.  Em todo o caso, peço que os que me vêm no Face e clicam sobre a minha foto, tenham a surpresa de ver o texto que produzo no meu blog.  Se quizerem opinar no próprio Face, vou tomar conhecimento, vou lhes dar alô e vou ficar feliz.

    Falei no meu último ensaio, sobre o Papa e o assédio que o acompanha, e sobre outras concentrações de pessoas, tais como em futebol, carnaval, desfile gay, passeatas evangélicas, desfiles militares e colegiais, também de escoteiros, alegando que possivelmente é sempre um mesmo grupo de pessoas que vão a todos esses eventos.  Que esse grupo é atraido pelo espetáculo que lhe é oferecido;  esta é a isca usada para o sucesso de quem os atrái.  Está ai uma opinião que pode se encontrar com um afim ou se chocar com um divergente, e é esse o foco do blogueiro para aquecer o debate e expandir outras opiniões.  Quem quiser, duvide, mas o Nelson Rodrigues, homem de letras, teatrólogo eminente e grande frasista, disse:  toda unanimidade é burra, e também, o brasileiro só é solidário, no câncer.
    Eu adoro debates, sempre que forem respeitosos;  abomino antagônicos preconceituosos, fundamentalistas e de rasas raizes.  Prefiro a polêmica da verdade de cada um, do que carimbar o outro, como mentiroso;  mas para isso, cada um tem de ser bom argumentador e não ser chicanista.   No meio jurídico existe um termo chamado "casuismo", que é, defender o indefensável, com falsos juizos, no sentido do que parece mas não é, e que terminam num embrulho mal embrulhado, mas só descoberto, tempos após a malignidade e em geral, por acaso.
    Essas coisas funcionam mais ou menos assim:  cahama-se de idiotismo, uma coisa errada, mas que de tanto usada se sacramentam e se consolidam, e não há mais como reconsertá-las.  Vejam com atenção essa forma verbal:  você vê é igual a Tu vês. Qual é a certa usança das duas?  Ambas, e isso é um idiotismo.

Meus caros, mina raiz hoje está um tanto curta. Já é madrugada, é hora de dormir.









DEVANEIOS - DE NÚMEROS (1 E 2)

Tenho Cara De Antigamente, Sou Do Tempo Em Que "Sinha" Era Feminino De "Seu"
GARDÊNIA É UMA FLOR PERFUMADA SÓ CONHECIDA EM CANÇÃO
1985-Guarulhos Frigorífico Da  Swift - edélvio, Sem Bata
Por Estar Com Luva De Gesso E Interditado De Entrar

Números e Nomes são minha dificuldade de memória. Aqui vão lembranças de ticos dc vida que compõem o croché do bem ou do mal viver.  São dois ensáios de julho de 2013 de fatos de 1985, há vinte e nve anos atrás, nos meus 50 anos.

segunda-feira, 22 de julho de 2013


DEVANEIOS - DE NÚMEROS (1)

FRASES E DITOS
Mais espetáculo, menos verdade
Rei morto, Rei posto

    Números Lúdicos:  um, dois, feijão com arroz;  dois, três, pinto pedrês;  três, quatro, perna de pato;  quatro, cinco, pé de pinto...  Números Mágicos:  um, a unidade divina de Iavé, Deus de Israel.;  dois, a dualidade na criação Divina captada por Maniqueu, cientista persa, no bem e no mal, no ponto e no contra-ponto;  três, a Santíssima Trindade cristã, o três em um, que mais complica do que explica; que parece replicar o fenômeno mitológico greco-romano com seus inumeráveis deuses, restritos para três, Zeus, Hades e Posêidon, irmãos, enfim firmando no topo da hierarquia a Zeus;  quatro, a teologia quadrangular dos Evangelhos, de uma seita cristã protestante;  cinco ou Penta, sacralizado nas competições e atletismo e na forma física da construção do Pentágono do Governo Norte  Americano;  seis, carimbado por uma peça de teatro argentina, "Os seis irmãos";  sete, são os dias da semana;  dez, respeitado pelo sistema decimal aritimético;  doze, o número de Apóstolos de Cristo, e a sua idade em que se consagrou doutor no Templo de Jerusalém;   treze, número relacionado ao azar;  quinze, idade debutante para meninas em sociedade;  vinte, com destaque no povo americano do norte, com o título de "teenage" para o início  da juventude e que vai até os vinte e nove anos;   vinte e quatro, no Brasil, a numeração do jogo de bicho referente ao veado, com interpretação chula;  vinte e cinco, o equilíbrio no centro da quadra dos vinte anos;  trinta, no Brasil o princípio que coroa a idade de responsabilidade;  trinta e três, a idade do fim do Ministério do Cristo;  quarenta, a consolidação, no Brasil, do que se chama meia-idade;  cinquenta, a verdadeira meia-idade;  sessenta, o início da decrepitude, e a quadra da despedida de outros coevos;  setenta e oitenta, o declive do fim e o início de uma longevidade;  noventa, a decretação da senilidade;  cem, centenário de várias coisas,e muito raramente, da idade de alguém;  mil, de milênio e por aqui encerro essa monótona numeração.

    O povo indígena brasileiro não contava, esprimia por gestos a noção de volume.  É pelos números que se entende num Exército a qualificação de uma tropa;  de um grupo de combate, de um comando de assalto, de uma esquadra, de uma esquadrilha e assim por diante.  
    Você sabe a diferença de uma bunda e de uma banda?  então lá vai, e desculpe a irreverência.  A bunda tem duas bandas, e a banda tem muitas bundas. E assim caminha a humanidade.
    Lembro-me que aos seis anos, em 1941, entrei, como de praxe em todo o Brasil, no primeiro ano primário.  Não existia esses penduricalhos, de pré infância, creche, pré-primário e não sei mais o quê.  Fui alfabetisado ao som do "God Bless América", cantando o que ouvia e como entendia, isso para toda a classe, até 1944, aos nove anos.  A Miss Cozzens, que mal grunhia o português, ABRIA UMA CAIXA PERFEITAMENTE QUADRADA, PUXAVA UM ALTO-FALANTE COMO SE FOSSE DE UM PESCOÇO INTEIRAMENTE DESDOBRÁVEL;  TORCIA UMA MANIVELA E COMEÇAVA A COLONIZAÇÃO DA GURIZADA.  NUMA QUADRA DE MEIO DE ANO HAVIA UMA TAL DE EXPOSIÇÃO DE TRABALHOS MANUAIS, QUE EU ADORAVA;  LÁ IA TESOURA, COLA, CARTOLINA, RÉGUA E UMA SARAIVA


DA DE OBJETOS E ERGUIAMOS PALIÇADAS DE ÍNDIOS APACHES E PELE-VERMELHAS. SERIA ISSO INGENUIDADE DESSES SANTOS MISSIONÁRIOS, NOS IMPINGINDO UMA CULTURA ESTRANGEIRA, UMA RELIGIÃO ESTRANGEIRA E UM LOUVOR AO HOMO ESTRANGEIRO?  DIRETOR, PROFESSORAS, PAIS E DITADOR DA NAÇÃO, O GORDUCHO  PAI DOS POBRES, GG, GETÚLIO VARGAS, QUALQUER UM DESSES NÃO VIA TAMANHO "BISURDO"?  AOS DEZ ANOS, 1945, FIM DA SEGUNDA GUERRA, ESTAVA NO QUE SERIA O QUINTO ANO, COMO É HOJE, MAS SE CHAMAVA DE CURSO DE ADMISSÃO AO GINÁSIO.  AH, SEU HADAD, QUE BELA COISA ERA AQUILO, E COMO ERA FUNCIONAL, E QUE SAUDADES DA MINHA CRESTOMATIA.  SE ALGUÉM SOUBER COMO POSSA RECUPERÁ-LA, PARA REMEMORAR E COMPLETAR O POEMA QUE VOU GRAFAR AQUI ADIANTE, E CAIU NO ESQUECIMENTO.  "EU TIVE UM CÃO, CHAMAVA-SE VELUDO, E PARA DIZER NUMA PALAVRA TUDO, FOI O MAIS FEIO CÃO QUE VI NO MUNDO.  RECEBI-O DAS MÃOS DE UM CAMARADA, NA HORA DA PARTIDA E O CÃO, MAL GRADO SEU NÃO ME QUERIA ACOMPANHAR POR NADA..."  SOCORRO, AJUDEM-ME, QUERO RECUPERAR O QUE ME ROUBARAM, AS SAUDADES DA INFÂNCIA.  ERA A MINHA PROFESSORA, A NEGRA, HOJE TERIA QUE DIZER, A AFRO-BRASILEIRA, D.ÁUREA PINTO, E ERA GENUINAMENTE BRASILEIRA.  UM COLEGA, QUE NÃO ERA NORDESTINO E SE CHAMAVA ANIBAL, O TENHO NA MEMÓRIA, COMO NUM FOTOSHOP, CONVERSADOR AUTO CONVENCIDO E QUE TINHA A "PRONUNÇA" DE "CULÉGIO", QUE EU ADOTEI, POR COLÉGIO, NO NOSSO SOTAQUE.  TINHA NA SALA, O ELISAFAN, COM UMA CABEÇORRA ABSURDAMENTE AGRANDALHADA, QUE EU DESCOBRI HÁPOUCOS DIAS NA NET, COMO ADVOGADO, FILHO DE UM MISSIONÁRIO BRASILEIRO QUE ESTAVA COM TODA A FAMÍLIA, HOSPEDADO EM MINHA CASA; ISSO ERA MUITO COMUM PARA ;MEU PAI, O PASTOR LÍVIO LINDOSO, PROFESSOR NO SECUNDÁRIO E DO SEMINÁRIO TEOLÓGICO  BATISTA DO NORTE DO BRASIL, ONDE LECIONAVA GREGO-CLÁSSICO.  A IRMÃ ADOTIVA DELE, DA TRIBO KRAÔ, DE GOIÁS, TAMBÉM ESTAVA NA MINHA CASA E COMO ELE, ESTAVA NA SALA DE D. ÁUREA, NO CURSO DE ADMISSÃO; TINHAMOS TODOS, DEZ ANOS DE IDADE.  O NOME DA INDIAZINHA ERA ICRÁ, E CAUSAVA CERTO DESCONFORTO NA SALA, POR TER O COSTUME DE DESENHAR E OFERTAR AOS COLEGAS, CALUNGAS DE ÍNDIOS MACHOS, NUS E COM AS PARTES MOLES EXPOSTAS, E ISSO ELA FAZIA COM UMA NATURALIDADE MAIOR DO MUNDO, SEM NENHUMA AFLIÇÃO.  A PROFESSORA PORTOU-SE MUITO BEM NESSA SITUAÇÃO, E ÉRAMOS FELIZES, COM O AMBIENTE TOTALMENTE PERFUMADO PELOS OITÍS ABUNDANTES NAS CERCANIAS E DENTRO DAS CARTEIRAS DUPLAS QUE USÁVAMOS.

    MEUS CAROS, AMANHÃ CONTINUAREI ATÉ COBRIR TODO O GINÁSIO.  TÉ LOGO PROCÊS.
CONTINUAÇÃO

terça-feira, 23 de julho de 2013


DEVANEIOS - DE NÚMEROS (2)

SEGUNDO GRAU
    De 1941/1950 - Dos onze aos quinze anos - Pós-Guerra. Ver a chegada dos pracinhas, entre eles, Silas Munguba, sargento e estudante de medicina, e Jeziel Norberto, interno no CAB, baiano e futuro dentista e cunhado de minha irmã.  Colega de classe de Ebna e Auzênio, no terceiro ginasial.  Minha lembrança alcança Marcos Leal, irmão de Márcia e Marcio-"Orelha De Lebre", família de empreendedores na área imobiliária; encontrei o primeiro há dias, na NET e no mesmo ramo.  Manoel, o vi várias vezes depois de adulto e por fim, sumiu.  Deu-me uma vez uma caneta automática, invenção recente, naqueles idos; o corpo parecia madrepérola;  tinha, na lateral uma haste de metal, que a gente comprimia, puxando para fora, uma bexiga estreita, parecendo uma lagarta, no interno da mesma, mergulhando a pena no tinteiro Nankin, e a tinta sendo sugada por um orifício na mesma pena;  cabeça e corpo eram então atarraxados; a pena escarrapichava e o estoque de tinta durava pouco; morou?  Ester, era minha companheira, dividindo uma carteira dupla, no quarto ano, aos quatorze anos.  Era 1949.  Subiamos da parte baixa para a parte alta do colégio, sob uma alameda de Ficus-Benjamim, cojos frutinhos não comíveis, profusos, eram esmagados pelos nossos pés, em agradáveis estalidos. 
PROFESSORES
    Alcides Bundão, Censor, pré-seminarista,  diciplinava a classe nos entremeios de duas aulas.  D. Alberta, americana e professora de inglês.  A Professora de francês, tinha lábio leporino, dedurou-me a meu pai, porque eu estava filando numa prova, o que me valeu uma surra de cinto.  Dr. Antônio Marques Dorta, meu profesor de latim.  Professor Castro, português, ensinava História Geral, todo tempo de perfil e de olhos fechados.  Dr, Arnaldo Poggi de Figueredo, professor de química, médico, tinha só um pulmão.  Dr. Rubem Carneiro Leão, pastor, professor de matemática, andava numa moto Harley Davison.  Devo estar esquecendo alguns. D. Míriam, era a dedo duro que me massacrou. Nosso terror eram as provas mensais, orais.  Que grandes saudades de minha formação.

    1950 - Primeiro ano clássico, à noite.  Dai pra frente foram dez anos, sem apetite para estudar, mas sempre me matriculando em um colégio diferente e nunca concluindo o ano em curso.  Gostava muito  era de ler; sempre andava com um livro no ônibus.  Comecei a trabalhar, concursado, como mensageiro, no antigo IAPI.  Meu Pai me dava abrigo, comida e nada mai;  esse era o acordo.

    Quem não tem história pra contar, ou não tem memória pra guardar, deve ser muito triste.  Comecei a trabalhar neste mesmo ano de 50, anos dourados, até me aposentar.  Mais história.



DEVANEIOS - DE DEPRÊ ENTRE O REAL E O IDEAL

Tenho Cara De Antigamente, Sou Do Tempo Em Que Chuva Braba Era Toró
JESUS ERA ESSÊNIO TERAPEUTA, I É, CURAVA COM AS MÃOS

Exemplo:  Característica tìpicamente humana é descrever mentalmente os passos de um projeto, antecipadamente.  Essa projeção é o "Ideal", aguarde para saber o "Real", posteriormente.  Haverá lacunas, inversões e distorções, impondo-lhes decepções de vários gráus, de maneira suave, séria e inaceitável.  Isso é o próprio da realidade e foge de nosso controle, numa afirmação de que nossos atos são parceiramente efetuados.  A maneira da gradação que chamamos de inaceitável é, na verdade, a causadora de depressões e insatisfação.
2* casamento de Papai:  Alaide e Pr. Lívio (Ms),
Lívio (Jr), Susana e Artur (Tuca)

O interessante, pra todos, é que a realidade nao é permanente, portanto não exageremos nos aplausos ou nos choros, pois pra nosso bem, são figuras passageiras.  E mais, são sobrepostas, i é, projetos e verdades, plurificam-se, se permeiam, são impulsivas.  Se dormimos, sonhamos, se estamos em vigília, projetamos, e é um retrato de inquietude perene.  Deus permite que um pensamento seu não seja captado além, para nosso bem (?).  Você frente à outro, olhando em seus olhos não consegue saber o que lhe vai na cabeça, e vice-versa.  Mas, coisa feia, você é capaz de transmiir antipatias à uma pessoa quando pouco sabe dela, porque algum trejeito lhe lembra o de uma, já esquecida na multidão, que lhe imprimiu esse sentimento.  Cuidado, muito cuidado;  às vezes porisso você pode estar dispensando anjo.  É, esse é um mundo de expiação.  Vez em quando é você que conversando com outro, está maquinando horrores contra êle, sem dar-lhe chance de defesa.

Você joga antipatias em seus circunstantes, em família ou fora dela;  simpatias em profusão, até para quem não merece de ti um olhar de gratidão;  e pouco pensa em exercitar empatia, mundo à fora, que  é trocar de posição com o outro, para sentir como o outro sente.

Nunca confunda café com cafuné.  Nunca confunda chilique com estremelique.  Nunca confunda tender com compreender.

CASAMENTO É LOTERIA, DESDE OS TEMPOS DE LABÃO
JACÓ RECEBENDO LIA, PEGOU APROXIMAÇÃO












segunda-feira, 24 de novembro de 2014

DEVANEIOS - DE TRECHOS DA VIDA QUE CORREM

Tenho Cara De Antigamente, Sou Do Tempo Em Que Reprimenda Era Carão
"CHUVA COM SOL, CHUVA COM SOL, CASA RAPOSA COM O "SEU" ROUXINOL"

Crianças em 50, com sol, chuva fina e arco-íris, o verdadeiro arco-da-velha, cantavam esganiçadas, esse estribilho.  O Tempo prosseguia a sua marcha em meio às doces cenas...  eu estava no jardim da inocência,  no começo dos anos dourados, embasbacado com mudanças de som, de cor, de clima e de sentimentos.  Eu ficava inquieto a ouvir a voz do vento, depois vinha a voz da chuva, o fogo também tinha a sua voz, e a terra, base de tudo isso, com um grito regorgitante do fundo de suas entranhas, pulsando em arrojos, espaços à fora, pelas bocas desdentadas dos vulcões, era a sua voz, e essa ue conheci de ouvir falar, nao tive o desprazer de apertar-lhe a mão. 

Linda Palestina, Adolescente E Já Senhora, Consola Avô No Pré-Exílio E Na Pré-Morte

Dai em diante, na adultescência andante, os véus de Ísis caindo, o feio se misturando com o bonito, ainda arranhos retardados de uma infância indefesa com as belezas profanas mas necessárias, nessa mistura rodopiante e entontecente, as vozes dos Elementais, da Água, do Ar, do Fogo e da Terra, simbiòticamente amalgamadas na forma do Divino, da Natureza, que são a mesma Coisa.  Peçam ao "Arco-Da-Velha", à "Carochinha", às "Mil-E-Uma-Noites" e também à Alá, à Javé e ao Cristo o bom senso de desse reboliço sair à salvo, para o deleite no Paraíso dos confins da Espiritualidade.

Não vos avilteis, sede retos e puros, sede bons e justos e essas virtudes te atirarão nos braços do Criador.  Os duais, no geral, não são atributos que Deus usa, são apenas vetores para nosso transporte de volta para o de onde partimos.



domingo, 23 de novembro de 2014

DEVANEIOS - DE DISTÂNCIA ENTRE O IDEAL E O REAL

1985-santana Do Livramento-RGS-EJdélvio aos  50a(de roupa escura)

Tenho Cara De Antigamente, Sou Do Tempo Em Que Procriar Era Parir
QUEM NUNCA SENTIU O PRAZER DA ROUPA NOVA, NASCEU ABORTO

Eram duas vezes por ano;  no aniversário e no Natal e Ano-Novo.  Aos nove anos em Recife com direito de bater uma chapa e tirar um retrato e o resto era exaltação.  Calça e palitó sem gola, brancos com bolso da frente ostentando um escudo bordado e colorido, arte do seminarista Davi, aluno de meu Pai.  Canisa de seda branca com gola grande pra ficar sobre o que seria a gola do palitó e arte de d. Amélia costureira que rescendia sempre a cheiro de óleo de máquina de  costura, com seu vestido sempre preto com bolinhas brancas.  Cueca naquele tempo criança não usava.  E ma braguilha de botão que tanta lágrima me custou,  mas nunca  conseguida,  o máximo foi a interrupção de linha de alguns centímetros, feita pela costureira, não pelo alfaiate, Não funcionou;  dedos muito curtos, a vítima menor ainda e a impossibilidade explícita da frustração que um homem pode ter.  

Num dia de domingo qualquer eu levava meus petrechos para o banheiro;  numa cadeira ficavam a tão bem descrita relíquia, a roupa nova, sempre conhecida assim, mesmo quando já estava velha.  Na borda da banheira uma saboneteira com o maravilhoso Eucalol;  Era um chheiro estaparfúdio debaixo de uma gritaalhada simulando um canto, "Helena, Helena vem me consolar".  Depois, talco Rossi nos sovaquitos e vestia calça,meias brancas, sapatos branco e marron, cinto, camisa ensacada e palitó.  Dava duas puchadas com pente nos finos cabelos para frente, no que a gente chamava de pastinha e saia saltando, sempre;  muitos cheiros eu tomava dos adultos e dos mais afoitos, a mão aberta rente na minha cabeça e o empurrão em seguida, jogando-a para adiante.  

Eram quatro alegrias por mês e eu ia pro Derby, um jardim enorme com ruas larguíssimas, com bambuais e peixe-boi, com tanque grande e alto com piabinhas e com o loré, balanço compridão impulsionado por dois meninões maiores que os normais, de cada lado.  Dos pés de um aos pés do outro, lotado de meninos, nenhuma menina, escanchados e a gritalhada era descomunal à cada ida e à cada volta daquele monstro medieval.  Não, não tinha amigos.  Desde sempre eu andava só com a minha imaginação. Ela me bastava e era uma luta entre o real e o ideal.  Não dava contas à pessoa alguma quando dizia que estava voando.  Se fosse ruim ela não daria jeito, se fosse bom ela não ganhava nenhum pedaço e assim eu gerenciava miinha vida naquele mundão que era grande porque eu era pequeno.  

Hora de voltar com o meu imaginário e com minha roupa nova;  estava molhado e escorregadio e porisso me chamavam de menino "impossível";  se fosse hoje seria, impulsivo.  Tirei o pé do frêio, injetei uma primeira, uma segunda e antes de entrar na terceira já estava na quarta.  Baixa verde, passo pelo portuga fechado aos domingos, vejos as casas de Gladstone e Matanias, colegas de colégio e de igreja, passo pelo Pingalho com seu cheiro forte de aguardente fugindo  por baixo da porta, cruzo a porta altíssima da Igreja da Capunga, fechada, atravesso a rua sem fim, entro em casa, casarão, e desabo no colo do meu querido tio Artur, na verdade tio de meu Pai e Pai adotivo.

Dias felizes, coisas do passado, de setenta anos atrás, cheios de mentiras verdadeiras que eu não entendo como um adulto é capaz de querer barrar os impulsos de uma criança assim inquieta.  

Pronto, Olhe O edélvio Ai, Aos Nove Anos, Em 1944, Tal Como O Descrito Acima
Vejam O Samboque No Joelho Esquerdo Do "mpossível"
IDEAL E REAL  JUNTOS