terça-feira, 9 de maio de 2017

DEVANEIOS - DE DEGRAUS PARA PAZ E PROGRESSO" (2)

Tenho Cara De Antigamente, Quando  A Parede Da Memória Sustenta Uma Lembrança
DE COISA QUE JÁ FOI DITA. MAS VALE A PENA RECORDAR
Ipê Rubro Desbotado

Depois da reforma carcerária, já prevendo a entrega do "habite-se" do primeiro Complexo, há que se movimentar para providenciar os currículos para os concursos nos quatro estágios escolares, curso técnico, 1º, 2º, e 3º graus observando seus objetos e o rigor máximo de seu segredo até o seu uso.  Atenção para o curso de estatística que que estará presente, dai por diante, em todas as instâncias do serviço-público como mediador da economia de gastos.  Curso técnico sob internato ou semi-internato, para os dois sexos e escolha de profissões paralelas visando clientes de baixa renda.

Previsão para tê-los paralelamente aos CCA em número de 55 em todo o Brasil.  Os servidores-públicos trabalharão de janeiro a dezembro, menos no mês de férias selecionados por sorteios de maneira aleatória no último mês de cada ano, para uso no ano seguinte.  Oito horas de jornada de segunda até sexta-feiras e quatro horas nos sábados. Não mais haverá feriados religiosos e outros comemorativos serão alojados nas tardes dos sábados e manhãs dos domingos.  A famigerada vitaliciedade dos funcionários públicos serão restritas ao seu desempenho e nada mais.

A pobreza e a pele jamais denotarão a quantidade dos marginais segregados, graças à orientação da educação das escolas técnicas.  O espaço público junto com a segurança serão o galardão dos homens de bem, já que a pinçagem dos com desvios de comportamento será permanente e educativa para os infratores.  Nenhuma polícia será alcunhada de justiceira.  Seu trabalho será sempre o de aprisionar o desordeiro e apresentá-lo à autoridade repressora.  O ferrabrás fardado ou autorizado que esconda a vocação de espancador será eliminado e exposto ao rigor da justiça.

Já se terá a abordagem de aglomerados, principalmente para saques ou incêndios de auto-motores, com armas hipnóticas como as usadas na África para abater feras sem as matar.  Vão apanhar-se os dorminhocos vivos e enriquecer as informações sobre esses destruidores de patrimônios que não podendo indenizá-los verão o valor estimado dividido pelo valor do salário-mínimo estipular o tempo de apenação, podendo ser essa pena dividida entre os quadrilheiros.  Arma de fogo suprimida e evitando imolação de inocentes.  A seriedade de segurar pra valer servirá de freios pros descrentes.






sexta-feira, 5 de maio de 2017

DEVANEIOS - DE DEGRAUS PARA PAZ E PROGRESSO (1)

Tenho Cara De Antigamente, Quando Bunda-lelê Nunca Seja O Maior Valor Social
QUE ELE SE REALIZE COM O TRABALHO, O LAZER E O RELAXAMENTO
REVIGORANTE
D. Tude, Minha Mãe, Pelos 1932

Construir sobre os escombros de uma sociedade falida, depois de uma terraplanagem competente, os alicerces, sobre uma ideia nova, de um CCA (Complexo De Casa De Apenados), celas de 2.5 mts X 3  em vertical, cercadas por nosocômio, manicômio, IML, espaço para assistentes-sociais, fóruns judiciais, todos para funcionamento em 3 turnos de 8 horas, numa concepção de reforma carcerária, pinçando os desviados de comportamento infratores e criminosos e deixando os espaços livres para os homens de bem.  Projeto de um para cada dos 27 estados, mais um em cada cidade mais populosa.

Ainda um no DF, no total de de 55 na geografia nacional.  Os infratores cumprindo penas de perda de liberdade em regime de tempo geometricamente ascendente à cada apreensão até a nona e a partir da 10ª, passando a julgamento de acordo com o código penal.  Maioridade aos 15 anos e legalmente, após o BO, o recolhimento nessa simplicidade de ato.  Celas indevassáveis e individuais, daí atendendo homens, mulheres e menores sem que jamais se encontrem.  Prisão especial e progressão de pena já serão coisas do passado. Única via de redução da apenação será mediante doação de órgão.

Redução máxima em até 1/4 do tempo, dependendo da complexidade do ato.  Se fará um index dos órgãos possíveis para transplante com o consequente prêmio.  À cada 10º, 20º e 30º dia de cada mês esses transplantes atenderão os ricos nacionais e estrangeiros, com pagamentos com preços normais de mercado revertendo para a caixa dos CCA.  A relação dos candidatos, nos dois casos, feitas separadamente e sob prescrição médica, vindas de qualquer região serão fixadas numa central exclusiva, em ato imediato.   Ai de quem provocar uma farsa neste alinhamento. Prisão e exoneração.

Considerem 165 transplantes/dia e o consequente adestramento médico.  O respeito ao Brasil por este mérito acompanhado da paz pela retirada contínua dos perturbadores da ordem. A quem reclama dos gastos com "bandidos", raciocinem que há uma "economia de guerra" quando um país se vê ameaçado e também assim, uma "economia de paz", para quem a aprecia.  Ter-se-á todos os tipos de transportes, em estacionamentos próprios para as necessidades da hora.  A classe social miserável, abaixo da classe pobre com dignidade, será a mais beneficiada nessa era.  Regojizo para todos nós.





quinta-feira, 4 de maio de 2017

DEVANEIOS - DE 150 ANOS DOS ODEBRECHT's

Tenho Cara De Antigamente, Quando Era Desdouro A Mutação Do Bom Para O Ruim
E QUANDO OS RUINS ACEITAM ESSA MUTAÇÃO COMO UMA GLÓRIA
Emil Odebrecht, O Imigrante

Acompanhemos a empresa Odebrecht, corrutora e corrompida, em 1944, sob Norberto em Salvador-BA, com 128 mil empregados.  Hoje, em pleno 2017, Marcelo preso e o pai, Emílio, reassumindo sua direção.  Aos 26 anos, Emil, em 1835, foto acima, chega em SC e é recebido pelo dr. Blumenau que recomenda que ele e mais dois colegas voltem à Alemanha para completar seus estudos de engenharia e voltar depois.  Isso há 150 anos atrás.  Voltou, esse polonês nascido na Prussia, recebeu uns alqueires, percorreu o rio Itajaí até a sua fonte,  e foi tenente na guerra do Paraguai.

Construiu porto e foi itinerante como todos os seus mais de 1300 descendentes.  Deixou 15 filhos e 77 netos.  Essa família alastrou-se por SE, AL, PE, BA, SC, RJ, PR, RS e o Emil era chamado o Rondon do sul.  Faleceu em 0601 de 1912.  Entre filhos, netos, bisnetos, trinetos, pentanetos espalhou-se no Brasil, na Alemanha, , Estados Unidos, Suiça, França, Áustria, Dinamarca, Suécia, Canadá, Itália, Chile, Holanda, Espanha, Portugal e Nova Zelândia.  Em 02/0511 de 2006, mais de 300 familiares comemoraram os 150 anos  em culto luterano, em Blumenau.

Enfim, esse agrupamento de clãs se estenderam em muitos estados do brasil, e internacionalmente, idem.  Na metade do século 20 estava inteiramente doente, com ausência de moral e compostura.  Na junção com políticos brasileiros levaram o Brasil à bancarrota.   Quem corrompeu, quem foi corrompido?  O mundo inteiro tomou conhecimento dessa descompostura e no entanto, nunca ouvimos o nome Odebrecht em circunstâncias iguais em outro lugar no planeta!  É um mal de nossa terra?

Não pode haver leniência nos julgamentos desses peraltas.  Bandido com perfídia sobre outro bandido é bandidagem em dobro.  O único castigo verdadeiro contra qualquer ignomínia é a privação de liberdade em cela única e mínima, por toda a apenação.  O que se vê aqui no Brasil é uma brincadeira de esconde-esconde.  Todo mundo sabe disso, inclusive eles, os mais interessados, que não veem rosto a ser respeitado.  Só esperam a hora de desenterrar o patrimônio escondido, e bem alimentado e bem fornido pela diversão leviana,  cobrarem o respeito da rua.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

DEVANEIOS - DE MEUS 12 ANOS (160613) (180114) (030515)

Tenho Cara De Antigamente, Quando Minha Minha Memória Mais Antiga Era Pelos 5 a.
MAS A FOTO ABAIXO É DE 1932

1932-Marlú-edélvio(eu) aos 2 a.-Mirtô-Pr. Lívio(pai)-D. Tude(mãe)-Ester com  Élvio

terça-feira, 3 de maio de 2016


DEVANEIOS - DE MEUS 12a. (030515)

Tenho Cara De Antigamente, Quando Fazer Memória É O Que Estou Fazendo
ISSO ACONTECEU HÁ 69 ANOS ATRÁS

Nu Indelicado

domingo, 3 de maio de 2015


DEVANEIOS - DE MEUS 12 ANOS (030515)

Tenho Cara De Antigamente, Quando a brincadeira No Colégio Era "Passe Adiante"
UM TAPAÇO VIOLENTO NO MEIO DO JUÍZO
Nóis se levantava furioso, com as mãos fechadas e as munheca em punho e ouvia o bom-conselho, "passa-adiante", e na moral, como era o costume, nóis se sentava, assoprava as pontas dos dedos e de cara mansa levantava e corria a vista à procura de um abestado pra cumprir o mandado. Isso era todo o dia e não se levava isso pra casa e sobra o prazer de 68 anos depois, hoje, dando uma risada de banda, estar aqui, batendo pra tu bater pra quem quiser.  Ah, ia esquecendo;  a irmã da mãe da minha mulher, a tia dela se chamava Altair e era a tia Taica.  Lá por 57 chegou a notícia que ela, que morava no Rio, saiu de casa de manhã para comprar cigarros e nunca mais voltou.  Deve ter sido mais uma indigente enterrada, no mundo.  Posso chamá-la vez em quando, de Taica?  Agradeço seu retorno, nem imagina quanto, pena que seus dias de escrever como amadora sejam só nos domingos.


sábado, 18 de outubro de 2014


DEVANEIOS - DE MEMÓRIA

MEUS 12 ANOS
Domingo, 16 de junho de 2013
Bairro da Torre, rua José de Holanda, 157-ano 1947

1978-Belém-aos 45a.-(eu-edélvio)-c/Glauce e Thomzinho

Tenho Cara De Antigamente, Sou Do Tempo Do Bar Savoy, Em Recife-Pe
O SAVOY SERVIA CHOPP EM CANECA DE VIDRO FOSCO TRABALHADO
Não é um diário de Ane Frank. São divagações que se meu retrovisor do tempo permitir, posso curtir saudades. Às vezes, um espelho mal esfregado, uma pequena TRINCA AO LADO, UM EMBAÇO, UM FIO DE TEIA SEM CONVITE, DETURPA UM POUCO A IMAGEM, MAS AS VERDADES DOS FATOS EXISTEM E É A MINHA VERDADE.
BIU TÔCO
CHEGOU VIZINHO NOVO. CASAS FRENTE A FRENTE, E DIFERENTE DOS FILMES AMERICANOS, AQUI NÃO HÁ O COSTUME DE A VIZINHANÇA ATACAR COM PRATINHOS COMO BOAS VINDAS. LÁ ESTAVA O CAMINHÃOZÃO E DA CABINE DESCIA UM TICO DE HOMEM. VINHAM DE LIMOEIRO. COM O TICO ESTAVAM OS FUTUROS BIU TÔCO E A MARIA TAMANQUINHO. HOJE, REVERTENDO O TEMPO, DOU MINHAS LOUVAÇOES À GENTE TÃO HUMILDE, PELO CUIDADO DE PRESERVAR PRO BIU UMA VAGA NO CAB, COLÉGIO AMERICANO BATISTA. SERIA MEU COLEGA E MEU PAI, O PASTOR LÍVIO LINDOSO, SERIA O LECTOR, NUM ENCONTRO DIÁRIO DE MEIA HORA ANTES DO RECREIO, NUMA  REUNIÃO CHAMADA LECÇÃO. MEU PAI, NUM COLÉGIO REPLETO DE JUDEUS, ERA CHAMADO DE SINAGOGA. Nunca soube se ele sabia disso. Voltando a nosso terreiro, a meninada jogava bola, na verdade uma bola de borracha furada que quando chutada ela se 

encolhia e quando voava tornava a se encher. Era muito bom, mas meu pai não podia saber disso. O terreno baldio se chama Campo do Cavalo Morto. Quando meu pai voltava das aulas, passava por esse mesmo caminho como um atalho de alguns kms; todos paravam o jogo e,
ele que sofria de uma miopia severa, me enxergava mas não me via. Minha vida de criança era divertida. O Biu Tôco era, na nossa linguagem, socado, isto é, pequeno, parrudo e forte, e jogava pesado nas divididas; eu achava que era provocação. Vai aqui uma confissão; em casa, de noite, eu chorava de raiva do medo que eu tinha dele; eu me questionava, não aceitava a minha covardia e resumia: o máximo que pode me acontecer é ser morto mas, isso não vai ser. Decidido. No dia seguinte NÃO LHE DEI CHANCE, ENTREI DE EDÉLVIO QUEBRA BARRACO E O BIU TÔCO SE AFROUXOU. APRENDI QUE MUITA  COISA NA VIDA SE GANHA NO GRITO, MAS ÀS VEZES O GRITO É MAIS DEFESA E MENOS VERDADE.
VASINGUITON

OUTRA VIZINHA, NUMA RUA PARALELA, TAMBÉM COM UM FILHO NO CAB. A ALEGRIA DELA FOI AFETADA QUANDO SOUBE QUE NO COLÉGIO TODOS O ESTAVAM CHAMANDO DE WASHINGTON. LÁ FOI ELA COM SUA AUTORIDADE DE MÃE E DEFENDEU O FILHO DIANTE DE PROFESSORA, DIRETORA, SECRETÁRIA E COLEGAS; O NOME DO MEU FILHO É VASINGUITON. NÃO ME VENHAM COM HISTÓRIA DE UOCHITO. ASSIM FOI O ENTREVERO E NÃO ME LEMBRO DO DESFECHO.
MANETA
AINDA, NA TORRE, PRÓXIMO À MARÉ, ISTO É, MARGEM DO RIO CAPIBARIBE A CAMINHO DA FOZ. COMO OS RIOS CORREM NA PARTE BAIXA, DIGO QUE UMA PARTE DOS MEUS  FUTUROS COLEGAS SUBIAM A RIBANCEIRA E SE ABANCAVAM NA CALÇADA ALTA DA MINHA CASA. EU  ERA O CRENTE, ÊLES: MANETA, DA BALA, BIU TÔCO, HERNANDES, CIÇO, TÃO E EGÍDIO. ESTE, O APOLO NEGRO QUE MORAVA NA RIBANCEIRA ALTA DO RIO, NUMA CASA COM PÁTEO DE FRENTE DE MASSAPÉ PRETO, BRILHANTE, SOCADO E LIMPO, COM GAIOLAS PENDURADAS COM GALOS DE CAMPINA, CANÁRIOS, PINTASSILGOS, CURIÓS E O MAIS QUE SE IMAGINAR, NUM ORFEÃO DE CORES E DE SONS. TRINADOS QUE O AMARELO MANGA DO CANÁRIO ESTREMECIA NO GOGÓ, O CANTO LONGO E CURTO DO PINTASSILGO BRANCO E PRETO, O VERMELHO SANGUE E BRANCO DO CARDEAL, A COR CINZA MARRON DOS CURIÓS QUE TRINAVAM LIRICAMENTE. QUE BELEZA, QUE DA LONA COLORIDA DE UMA PREGUIÇOSA QUE ME OFERECIAM, EU ME DELEITAVA. ERAM TODOS, UMA FAMÍLIA CORTEZ QUE NOS RECEBIA E TRATAVA COM RESPEITO. CHEIRAVAM A SAL E A MARÉ, MAS ERAM ELES. NA ÁGUA CHEIA, E ISTO ACONTECIA DUAS VEZES NO DIA DE VINTE E QUATRO HORAS, O EGÍDIO SALTAVA MAJESTOSO, DE UMA ALTURA QUE EU ACHAVA ENORME, COMO SE FOSSE UM PERFIL CONTRA UM SOL MORRENTE. CERTA VEZ, COM A MARÉ ALTA, O RIO PARECIA MUITO MAIOR DO QUE O NORMAL, O MANETA ME CHAMOU PARA IR, SEGURANDO NOS OMBROS DELE, ATÉ O OUTRO LADO DO RIO. NO MEIO, ELE MERGULHOU E EU FIQUEI SÓ, E FOI ASSIM QUE APRENDI A NADAR. NO OUTRO LADO,  TERRENOS DE MUROS ENORMES, DE BARÕES DA ALTA CLASSE, COM BURACOS MUITO GRANDES, PARA A ÁGUA ENTRAR. POR ESSE BURACO PASSÁVAMOS NÓS. LÁ DENTRO MUITA MANGA ROSA E MANGA ESPADA DE CHEIROS FORTÍSSIMOS E CONVITE. EU VIA OS RAPAZES PASSAREM CORDÕES NOS TORNOZELOS DAS CALÇAS E ENCHEREM TUDO DE MANGA, DA CINTURA AOS PÉS. AH, IA ESQUECENDO: O EGÍDIO ERA O GUARDADOR DAS LANCHAS ENORMES DOS BARÕES DAQUELES TERRENOS, E DE INTEIRA CONFIANÇA E RESPEITO DELES. POR FIM, EU TINHA DOIS CALÇÕES IGUAIS E SEMPRE DEIXAVA SÓ UM NO VARAL; NESSE DIA MEU BANHO DE MARÉ, QUE FOI MATINAL E VESPERTINO ME DENUNCIOU. MINHA MÃE DESCOBRIU A ARTIMANHA E O PAU COMEU.

SE ALGUNS DE VOCÊS SÃO DOS BAIRROS TORRE-MADALENA E NÃO EXPERIMENTARAM  ISSO, AGORA NÃO TEM MAIS. A VIDA É EGOÍSTA, DÁ E TOMA. O SABIÁ DA MINHA MANGUEIRA O VALDIR MATOU DE BADOQUE, AI QUE DÓ. O GALO DE CAMPINA O GATO COMEU QUANDO ESBAGAÇOU SUA GAIOLA. O CANÁRIO FUGIU, O PINTASSILGO SUMIU E O CURIÓ A SAUDADE LEVOU. ADEUS INFÂNCIA, TENHO SETENTA E OITO ANOS E TENTO ME SEGURAR NAS LEMBRANÇAS.
E O MANETA, E O DA BALA, E O TÃO E O CIÇO, E O HERNANDES E O EMÍDIO, ONDE ESTÃO VOCÊS? O NIEMAYER QUE JOGOU A TOALHA AOS CENTO E DOIS ANOS, DISSE QUE AOS SESSENTA ANOS COMEÇA A FASE DAS DESPEDIDAS. .ESTOU ESPERTO E COMO SOU ESCRIBA, NO PRÓXIMO ENCONTRO VOU VOMITAR MEMÓRIAS.

DEVANEIOS - DE ZEFA ARUBU E ZÉ MOUCO (030516) (

Tenho Cara De Antigamente, Quando Sempre Haviam Alienados Soltos Pelas Ruas
E SEMPRE ERAM HOSTILIZADOS COMO NÃO SENDO PESSOAS
Papai-1940-Lembro-Me Dessa Gabardine

terça-feira, 3 de maio de 2016


DEVANEIOS -DE ZEFA ARUBÚ E ZÉ MOUCO

Tenho Cara De Antigamente, Quando Alienados Já Passavam Incógnitos Entre Nós
BEM DITO,  NÓS OS VÍAMOS SEM QUERER ENXERGÁ-LOS

Mão,Quando É Mãe

M E M Ó R I A-1947

Quero resgatar, com vergonha e com tristeza, uma obrigação não feita, nestas lembranças que me ocorrem sempre, nestes sessenta e nove anos passados, da D. Zefa e do Sr. Zé, que  os via, como se não os visse, e sequer nas minhas orações me lembrasse deles, levando em conta que nem pessoalmente ou fisicamente os registrasse como participantes de minha paisagem.  A maldade humana já é presente desde a infância, mesmo que só por imitação, quando eu olhava e cuspia à vista do estrupício de gente, vizinho quase próximo, envolta em trapos mal-cheirosos.

Arrastando chinelos que de nada a protegiam, se baixava procurando pedras que não existiam, provando que nos via e que esse era seu protesto, mais do que suas necessidades.  Quanto ganhávamos por fazer aquilo e quanto ela perdia por se ver assim?  Todos os dias ela fazia aquele trajeto, subindo e descendo a rampa que a levava ao baixo do beira rio, da maré do Capibaribe, casebre de taipa sobre a lama negra e empedrada, reluzente, com um papelão como porta, um único espaço e mais nada.  Não sei o que havia ali dentro, se algum anjo zelava por ela.

Se ela comia, se descomia;  se se banhava, isto acho que não.  Ela não esmolava;  quem era o seu sustento?  Vivia naquele rito, muito precisando mas sem mais querer, mas se me via, como não via o tempo passar;  teria ela esperança, teria paciência, teria paz, teria Deus?  Deus que perdoe à nós crianças que cuspíamos desprezo e nojo à um talvez anjo caído, mas mesmo na nossa inocência não sentíamos o cutucar mínimo de uma ternura qualquer.  Identidade:  Ela era Zefa Arubú, conhecida de todos e por todos desprezada.  Alienada e só, sem paixão e sem filosofia.

E o Zé Mouco.  Este alienado total, egresso do mesmo endereço incerto, escondido, sem se esconder.  O que comia, quando comia?  Um copo de aguardente que o vendeiro lhe dava, não sei se lhe cobrava. Ele não ouvia e não falava, grunhia com a boca muda e contorcia constantemente o corpo, indo até o chão e subindo, levando a contorção ao rosto, ele era totalmente ausente;  sua alma só lhe provia a vida, mas não lhe dava rumo.  Este é um mundo de provação, que cada um cumpra seu "scripit".  Deus o retome na volta.  Zefa, Zé, perdoem-me com seus corações.  Não acho que mereça.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

DEVANEIOS - DE REFORMA CARCERÁRIA E MAIORIDADE JUNTAS (280415-16)

Tenho Cara De Antigamente, Quando Não Existia Coisa Pior Que Vizinho Ruim
NÃO, É COMO É MAS É COMO SE FOSSE
Glauce Com Glaucinha

quinta-feira, 28 de abril de 2016


DEVANEIOS - DE REFORMA CARCERÁRIA E MAIORIDADE JUNTAS (280415)

Tenho Cara De Antigamente, Quando A Reforma Carcerária Coexistir Com A Menoridade
CELAS INDIVIDUAIS NO COMPLEXO DE APENAÇÃO

Árvores Florais

terça-feira, 28 de abril de 2015


DEVANEIOS - DE REFORMA CARCERÁRIA E MAIORIDADE JUNTAS (280415)


Tenho Cara De Antigamente, Quando Avoante Era Ave De Arribação
NA VERDADE, POMBA PEQUENÍSSIMA
Sertão- Ata ou Pinha

No programa na TV Brasil, inda há pouco, sobre o tema deste título.  Os debatedores, todos, contrários à baixa da maioridade para responsabilidade comportamental;  que não se pode jogar menores de idade em mistura com maiores-bandidos, para que eles sofram especialização acadêmica no mundo do crime.  Esses senhores não Vêem que para que não ocorra isto, paralelamente deverá estar sendo cuidada a reforma carcerária, isto é, cada macaco no seu galho, pena de perda de liberdade, rígida, em celas de 2.5mts X 3, cumpridas individualmente.

Quando focamos a Paz Social, queremos diminuir os riscos ao máximo, por que a morte ou mutilação de qualquer bem, vindas de maior ou menor de idade, produz o mesmo resultado.  Atacaremos três alvos ao mesmo tempo:  o bem estar do homem de bem;  a impossibilidade de aumentar a malignidade do apreendido ex-menor;  e dar a chance, à este, de escolher com seus recursos a possibilidade de reaver a liberdade, condicionando-se ao comportamento social aceitável.  Ele se tornará homem de bem pelo esforço de querer ser livre.

A religião é um bem fisiológico, por isso mal usada em penitenciárias sobrepondo-a ao auto-aprendimento de conduta civil apropriada.  Caberá aos Assistentes Sociais, obrigatoriamente usados à cada saída e volta da  cela, o dever de explicitação do fenômeno de mudança comportamental, ao seu paciente.  Digo que a apropriação pelo Estado do cidadão maior ou menor de idade, na condição de infrator, é-lhe inteiramente favorável.  A apenação em progressão geométrica de tempo até a nona, quando será considerado criminoso, sujeito ao Código Penal, lhes dará 18 alertas para se reverter.

Aqui estão em quatro parágrafos de seis linhas cada, a minuta racional de comportamento para se emigrar da qualificação do mal para o bem. Bom comportamento em troca de liberdade, uma negociação deveras interessante, e de repente do inferno ao paraíso, vivendo-se numa sociedade liberal, mas com responsabilidade moral impecável.  Pêsames para alguns, pois haverão, que não alcançando a magnitude dessa educação, deixou escapar-se-lhes pelos dedos a chance de viver a vida, objeto dos humanos.




DEVANEIOS - DE BANILO E DE BANILA (110514)

Tenho Cara De Antigamente, Quando Bom-Bom Era Confeito E Agora É Bala
E ISSO NÃO É PIOR DO QUE VIZINHO RUIM
Somos Mutantes

quinta-feira, 1 de maio de 2014


DEVANEIOS - DE BANILO E DE BANILA

TENHO CARA DE ANTIGAMENTE, SOU DO TEMPO EM QUE MULHER MENSTRUADA ESTAVA NAQUELES DIAS
1943-Recife-Pe-~Élvio-Marlu e Mirtô-8-10-11 anos
Venha cá c a cá.  Não vou v o vou.  Votes, cê tá me ouriçando, seu menino? Tô não senhó re-a-ra.  Parece que é bes te a tá.  Apoi fum fê u fum.
E era assim nessa arenga que eu e minha irmã se desentendia.   Nós não se gostava, mas nós se queria.
Ela puxava meu cabelo e eu beliscava sua barriga, ela foi ficando moça e eu continuava menino.  Que chatice;  eu me espichava, e nada;  ela se empinava lá em cima e lá atrás também, e eu falava ora engrolado e depois afinava e isso me dava uma raiva medonha.  Ela mangava ni mim e eu chutava a canela dela.  Ela deu pra cantá, desafinava e tava metida a dondoca;  já queria andá de "misampli", experimentava um bolero e saia se rebolando em cima duns cambito fino; arre.  A gente dormia num quarto só; como a gente só vivia de mal, de cortar de a vera o  maior-de-todos em cima do fura-bolo, tinha por lei que deitar e dormir de costa um pro outro, e assim era.  Mas eu gostava dela, com raiva mas gostava, e de noite me esquecia que era homem e chorava, bem devagarinho pr'ela não ver.  E todo o dia era a mesma coisa;  ela puxava meu cabelo e eu dava beliscão na bunda dela.

Um dia eu adoeci, fiquei amarelo e disseram que eu ia morrer;  a requenguela desabou e duas lágrimas escorreram na cara dela.  Eu na rede e com um olho só, espiava a coisa ruim, sem acreditar.  Lá vinha ela com uma rodela de queijo do sertão e empurrava na minha boca, com uma doçura que quase me arrancava um dente.  Ai, desgraçada, tu não tem pena de um penitente que tá na hora de ir para a Casa de Deus?  Não?  Monstra desnaturada. Vocês sabe o que ela disse?  Eu sabia, ela num gostava de mim, e olha só!  --tu é um bebé chorão, escarradeira de hospital, quizila de todas as quizila,
oi mamãe olha o "lubi", oi mamãe olha ele, com a roupa dos outro dizendo que é dele--

A malvada me afrontou na hora da minha morte;  vou me vingar, não falo mais com ela;  sirigaita;  e fechei os olhos pra não ver a hora chegar;  me deu uma fraqueza, um desmorecimento, eu já chorava de saudade dela, da desgraçada.  Fui abrindo os olhos de pouquinho e de repente, que "susti";  os dois olhos dela estavam dentro dos meu;  dei um grito, dei um pulo, ela puxou meu cabelo e eu belisquei as "náguina" dela;  "fizemo" as pazes e não morri mais.

Cada um tem o irmão que merece, emagreci, espichei, falava grosso e ela nunca mais pegou na minha carapinha;  ela ficou uma moçona, pontuda na frente e atrás, virou namoradeira e nunca mais ficamo de mal.  Ela queria gritar pra mim, e eu na hora dizia:  olha o respeito.  Ela entendia e não queria que eu morresse novamente;  saía, cabeça baixa e voltava com um queijo do sertão, duas rodela, e botava na minha boca, debaixo do meu bigode, e me deu vontade de levar ela pro Céu.