terça-feira, 26 de novembro de 2013

DEVANEIOS - CRI - MUNDORAMA - INTERVENÇÃO MILITAR NA LÍBIA

Mundorama Divulgação Científica em Relações Internacionais – ISSN 2175-2052

A Intervenção militar na Líbia: aspectos e dilemas das Novas Guerras, por Paulo Gustavo Pellegrino Correa

 
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A atual ação militar internacional na Líbia levanta aspectos inquietantes sobre as intervenções humanitárias. Justificativas morais que supostamente podem legitimar ações da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização do Tratado do Atlantico Norte (OTAN) não convencem totalmente a comunidade internacional sua legitimidade, sobre o benefício dos seus efeitos e também sobre o preço da omissão. No presente artigo, buscamos trazer interpretações sobre as intervenções militares humanitárias que possam colaborar na análise dos acontecimentos atuais na Líbia.
As intervenções humanitárias militares que ocorreram a partir de 1994, após o genocídio de Ruanda que aconteceu diante de uma comunidade internacional passiva, correspondem à chamada terceira geração de missões de paz. Incorporou-se a idéia de “Estado falido”, que deveria ser estabilizado e reconstruído. O uso da força nas intervenções foi ampliado e buscou se legitimar por estar a serviço dos direitos humanos.
Existe uma mudança clara no modelo de violência empregada nos conflitos a partir da década de 1990, pois passou a estar direcionada aos civis. No início do século XX, de 80% a 90% das baixas em uma guerra eram de militares. Menos de um século depois os números se inverteram e a população local passou a ser foco das atenções internacionais. De acordo com Hardt e Negri:
A violência é legítima se sua base é moral e justa, mas ilegítima se sua base é imoral e injusta… A maioria das posições dos direitos humanos agora advoga violência a serviço dos direitos humanos, legitimado na sua fundação moral e conduzido pelos capacetes azuis das Nações Unidas. (HARDT, M. 2004. p. 27)
Para a pesquisadora Mary Kaldor, essa nova forma de violência pode ser qualificada como “nova guerra”, característica da atual era da globalização e que apresenta diferenças das guerras tradicionais e, portanto, de acordo com a autora, a solução para esse novo tipo de conflito não está na visão tradicional onusiana em resolução de conflitos armados.
A autora definiu em seu trabalho Las Novas Guerras: La violencia organizada em La era global as velhas guerras como aquelas ligadas à evolução do Estado moderno, ambos apresentando várias etapas nas quais caracterizariam os diferentes tipos de forças militares, estratégias e técnicas, diferentes relações e diversos meios de luta. (KALDOR, 2001, p.31). Um fenômeno no qual a distinção entre público e privado, interno e externo, econômico e político, civil e militar, portador legítimo das armas, o não combatente e o criminoso eram distinções claras.
As “novas guerras” devem ser interpretadas a partir do processo de globalização justamente por ela contar com uma marcante presença. Seu surgimento se dá em um ambiente de erosão da autonomia do estado e de seu monopólio de violência legítima e, em certos casos extremos, da desintegração do aparelho estatal (p.19).
Os conceitos de intervenção, de manutenção e imposição da paz utilizados por estados e organizações internacionais como a ONU e OTAN são fundados em idéias tradicionais da guerra. Na manutenção, a ação se baseia na hipótese de que os lados da guerra encontraram um acordo e o objetivo da operação é supervisionar e vigiar o cumprimento do acordo. Na imposição, os capacetes azuis passam compor um dos “bandos” da guerra e devem lutar. No entanto, para Kaldor o que é necessário não é apenas manter a paz, mas também se fazer respeitar as normas cosmopolitas, as leis internacionais tanto humanitárias como a de direitos humanos (p.160).
O respeito às normas cosmopolitas pode implicar no uso da força, mas sua aplicação precisa ser reformulada em alguns princípios:
- o consentimento: necessário para qualquer perspectiva de êxito pois não existe pacificação à força. As forças internacionais necessitam ser consideradas legítimas. No entanto, o consentimento incondicional é impossível. Se for possível estar de acordo com todos os lados envolvidos no conflito é evidentemente uma grande vantagem, mas o importante é o consentimento generalizado das vítimas e não o dos bandos.
- a imparcialidade:  neutralidade e imparcialidade são conceitos que se confundiram na sua prática. Na imparcialidade, não há nenhuma discriminação em função da nacionalidade, raça, crença ou opinião política. Esforça-se para dar ajuda humanitária, prioritariamente às aflições mais urgentes. No princípio de neutralidade a ação externa não pode tomar partido nas hostilidades, tampouco se envolver em controvérsias de caráter político, religioso, racial e ideológico a fim de manter a confiança de todos e poder agir. A neutralidade se mostra essencial para a ação de organizações como a Cruz Vermelha que tem por objetivo somente a ajuda humanitária. Na tarefa de proteger a população civil e impedir a violação dos direitos humanos, insistir na neutralidade pode trazer confusão e até mesmo fazer com que as tropas internacionais diminuam sua legitimidade perante a população local.
- o uso da força em uma intervenção: seu emprego deve ser sempre o mínino necessário. Essa prática é um pouco incômoda para os exércitos modernos que são organizados a partir de uma lógica clausewitziana na qual o esforço de guerra tem por objetivo causar o máximo de números de baixas no outro bando e reduzir ao mínimo as próprias. Numa operação de paz, a força é empregada com a finalidade de proteger as leis cosmopolitas e os direitos humanos, causando o mínimo de baixas de todos os bandos, é uma atitude centrada em um novo soldado, o soldado-polícia internacional, que compõe uma tropa cosmopolita profissionalizada, disposto a arriscar sua vida não pelo seu país, mas pela humanidade.
Diante dos dilemas enfrentados pelas intervenções humanitárias, ou novas guerras, não há dúvidas que a omissão da comunidade internacional pode ter um preço humanitário de grandes proporções como foi o caso do genocídio ruandês com mais de um milhão de mortos em poucos meses. Entretanto, mesmo com a aprovação do Conselho de Segurança da ONU, a ação militar internacional na Líbia não se mostra legítima o suficiente para enterdermos organizações como a ONU e a OTAN capazes de funcionar como polícias internacionais defensoras dos direitos humanos. A arbitrariedade da escolha das ações, os efeitos humanitários da própria força militar defensora dos civis e os efeitos das transformações de princípios como soberania e autodeterminação dos povos são elementos que compoêm um complexo quadro de análise ainda pouco trabalhado.
Referências Bibliográficas:
FONTOURA, Paulo Roberto Campos (1999); O Brasil e as Operações de Manutenção da Paz. Brasília, FUNAG, 1999.
HARDT, Michael; NEGRI, Antonio (2004); Multitude: war and democracy in the age of Empire. New York, The Penguin Press.
KALDOR, Marry (2001); Las Nuevas Guerras: la violencia organizada em la era global; Tradução de Maria Luisa Rodríguez Tapia; Barcelona.
Paulo Gustavo Pellegrino Correa é doutorando em ciência Política na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e professor do curso de Relações Internacionais das Faculdades metropolitanas Unidas- FMU ( paulogustavo@hotmail.com)

3 Respostas to “A Intervenção militar na Líbia: aspectos e dilemas das Novas Guerras, por Paulo Gustavo Pellegrino Correa”

1.   
Professor Paulo, se a minha leitura não estiver enviesada, creio que o aspecto que abrange a questão é um tanto mais delicado no que tange a legitimidade não só da ONU como organização multilateral em si, mas da própria ação dos EUA como potência hegemônica do sistema internacional. Na tese do sociólogo Michel Mann “O Império da incoerência”, o autor alega que os EUA vem exercendo um novo militarismo dentro do sistema internacional e que este vem causando mais guerras e multiplicando o desenvolvimento de terroristas internacionais, a tese foi elaborada depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 e tanto Mann quanto Wallerstein [apesar de alumas discrepâncias téoricas] entendem que os EUA está promovendo a guerra para conter o desgaste e crise econômica que têm início desde a década de 1970 e que agenda Bush só aprofundou, muito embora a política externa norte-americana tenha ganhado “colorações” multilaterais no governo Obama, poucas mudanças foram de fato efetuadas como a invasão da Líbia e a manutenção das tropas no Afeganistão e Iraque demonstraram por si mesmas, ademais pensar em armar os revolucionários líbios não coloca em cheque o papel do Estado e definição de terrorismo a qual é atribuída a muitos movimentos sociais de caráter nacionalistas? Creio que estas questões devem ser tratadas com o máximo de cuidado e atenção pois, apontam para uma direção no sistema mundo onde o caos e a violência são exacerbados pelo unilateralismo estúpido da potência hegemônica…
2.   
As intervenções humanitárias, para salvaguardar direitos humanos, num Estado em litígio, por solicitação (por qual dos dois lados?), ou por intromissão, considerando a Líbia, e tendo como apeladas as ONU ou OTAN(esta já desfocada da sua área de atuação), uma ou outra, ou e, já são por si disfuncionais.
Nesse caso específico não há o foco de direitos humanos a defender, basta observar-se a hegemonia dos EUA sobre os dois órgãos, predominantemente sobre o primeiro. Quando o Presidente dos EUA fala como ventriloquo do Presidente da ONU, grupos se sobrepondo, cada um aplicando seu poder sobre outros, e no final, sempre o primeiro pondo o seu veto ou seu aprovo e liquidando a questão com autoridade imperial. O reverso do respeito democrático à investidura societária da membresia. Basta isso para desqualificar essas duas Instituições para o desempenho dessa atribuição. A ser verdade, está, ou já passou da hora de dissidentes criarem outra força emulante, o que seria bem saudável.
3.   
Muito interessante a forma como o assunto é problematizado. Parabéns!

  • 30/03/2011

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

DEVANEIOS - ISRAEL PEDE AO MIUNDO QUE APOIEM MUBARAK -CRI

Clipping de Relações Internacionais

31/01/2011

Israel pede aos EUA e países europeus que apoiem Mubarak


JERUSALÉM (AFP)
Em uma mensagem secreta, Israel solicitou aos Estados Unidos e a vários países europeus que apóiem a estabilidade do regime egípcio de Hosni Mubarak, indicou nesta segunda-feira o jornal israelense Haaretz.
“O interesse do Ocidente e do conjunto do Oriente Médio é manter a estabilidade do regime no Egito”, afirma a nota, enviada na semana passada, de acordo com o Haaretz.
“Por isso, é preciso frear as críticas públicas ao presidente Hosni Mubarak”, acrescenta o texto da mensagem, que a rádio militar israelense interpretou como uma crítica aos Estados Unidos e à Europa, que não apóiam mais Mubarak.
Procurado pela AFP, um porta-voz do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu negou-se a confirmar ou desmentir as informações.
Até o momento, os dirigentes israelenses adotaram uma atitude discreta em relação à situação no Egito.
Netanyahu, que ordenou a seus ministros que se abstenham de tecer comentários sobre a revolta popular no país vizinho, declarou no domingo que Israel gostaria de preservar “a estabilidade e a segurança regional”.
Disponível em: http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/110131/mundo/egito_israel_eua_ue_manifesta____es

1Comentário




Secretamente, Israel pede aos EUA e UE que poupem de críticas ao Hosni, que é preciso preservar o status quo e manter a estabilidade, no OM. O Egito e Jordânia garantem a peso de ouro, a fidelidade aos EUA, que por sua vez a transfere a Israel.
O 1º, custa nessa operação, 1.300bi mais 700mi  dólares, como auxílio militar, e o 2º, mais alguns, anualmente. Foi cogitado, nessa circunstância, a suspensão desse estipêndio, e pedido a Mubarak que evitassse sangue, que até o momento está na casa de 300 vidas.
Cada ator, entre os três, pensa em uma solução, ao seu interesse.
Para o 1º, em vacas magras, seria esplêndido, mas há que medir o custo/benefício; se tira, o tirano endurece, se não tira, entra num jogo cego. Os militares egipcios homenageariam o povo, ou bajulariam o ditador? O mandão de plantão, o que mais quer é ficar, e já criou um Vice, um 1º Ministro, substituiu todo o Ministério. Tudo isso com a mesma prata da casa, e jurando sua conversão à Democracia. Tudo assim, num Shazam, acreditam?
O 3º ator, acostumado à segurança comprada, portanto sem fidúcia, insiste em segurar o Homem , que agora tem um novo oponente, o Irã configurado na Irmandade Mulçumana. os que vestem branco, a cor do martírio. Se nessa cartada, Israel perder, vai ficar completamente vunerável, como força ocupacional no meio do furacão, mercê da sua política de boa vizinhança e por todo o amor que plantou, em sua convivência.
Os prognósticos são todos sombrios. Expectantes ali estão, Irã, Síria, Turquia e dois para-militares, Hamas e Al Fatah e mais Hezbolah. É muito grude prá pouco papel.

Comentário por edelvio coelho lindoso — 03/02/2011

DEVANEIOS - DE GENOINO

FORA DO CONTEXTO DO TÍTULO - Mais uma vez israel recomeça uma construção de mais novecentas casas na Cisjordânia, dentro do seu programa criminoso de coonização.  Na sombra de tantos delitos acontecendo neste momento no mundo inteiro, o governo desse estado traiçoeiro e foco de terrorismo e dor continua atuando sem um pingo de respeito pelo mundo inteiro, sob a benção de seu patrono maior, os EUA sendo a figura mais degradante no meio político atual.  Ninguém segura estes trastes judeus por que eles são cobertos pelos ianques e pelos anglos e apesar disso essa troika pretende ser o açoite do mundo, importunando Teerã, emitindo opinião contra a Síria,  desbundando no Paquistão e Afeganistão e espionando o planeta inteiro como se tivessem mandato Divino para tal.  Ponham uma focinheira nos três  e o mundo respirará um bocado melhor.

   Voltando ao Genuino!  Estivesse hoje instalado os CCA com suas celas de 2.5mts por 3, com seus três Foruns funcionando em três turnos de oito horas por dia e sua imensa equipe multiprofissional, com todo o aparato médico de sustentação, não estariamos vendo as zombarias que esses desviados morais estão entoando Brasil afora.  O Genoino teria seu atendimento médico dentro do Complexo, ainda que fora da cela, desde que a indicação médica asim  aprouvesse.  No Advento dos Complexos de Casa de Apenados, apoiados por Leis pertinentes, os apenados são simplesmente apenados, isonômicos entre si, uma nova categoria de cidadão, absolutamente dependente do Estado durante o tempo de sua apenação que será cumprida integralmente sem regalia alguma.  Agora, a maioria desta troupe de origem mineira quer a remoção para a terra querida.  É uma petulância montada em mais despesa para o erário, um pevilégio que esse novo tipo de cidadão não tem.  O Estado é quem decide como comandá-los, a todos os apenados, com todos os direitos básicos de cidadãos respeitados, mas com a liberdade cerceada até o final da pena.  Nada de carnaval e para os mais indômitos, Contensor Lingual.  O castigo moral é a soledade de si pra si e que o retorno a vida social traga para a liberdade, o  segundo bem maior dos humanos, uma nova e transformada pessoa para conviver com gente do bem, sem assustá-los. Escutem, nesse Novo Momento (NM), a cada apreensão de um indivíduo criminoso ou infrator, segue-se imediatamente o desligamento da vida pregressa.  Total afastamento social, inclusive familiar, em toda a duração da pena.  Dai a disponibilização da Lei para que possíveis sõcios núbeis, imediatamente, se quiserem, requisitem o divórcio, sendo apenas comunicados disso, a outra parte, sem nenhuma participação implicativa no evento.

    Gente, estou com um projeto de livro de 150 a 183 páginas, entregues a uma Editora que me pede oito meses para me informar se aceita a empreitada de publicá-lo.  Gostaria de tempo muitíssimo mais curto, mas os fados  são quem determinam o correr de nossas espectativas.  Nele estará explícito o desenvolvimento do (NM), com todos os permenores que mudarão o rumo do Brasil.  Exceto a Forma. que éa construção física vertical dos CCA, que dependerá da Presidência da República em sociedade com a Governança do Estado e a Prefeitura do Município, o Fundo, que é a alma do enredo será determinado inapelavelmente pelo Congresso Nacional, pelas duas Casas Legislativas.  É ali a grande luta, a dependência do alvitre de homens de bem para que o Brasil brilhe entre as nações do Globo, com independência e elevada Auto-Estima, nos limites da razoabilidade.  Gente, devaneiem comigo.

domingo, 24 de novembro de 2013

DEVANEIOS - CRI - MOON QUER EVITAR CONFRONTO DE FLOTILHAS COM ISRAEL

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Clipping de Relações Internacionais

28/06/2011

ONU busca evitar nueva tragedia en flotilla a Gaza


EUA – EFE – 28/06/11.
El secretario general de la ONU, Ban Ki-moon, se mostró hoy preocupado ante la próxima llegada de la segunda Flotilla de la Libertad, con ayuda humanitaria, a aguas de Gaza y aseguró que hará “todo lo posible” para evitar que se repita el “trágico incidente” de hace un año.
“Espero sinceramente que no se produzca ningún incidente similar al de mayo de 2010. Estoy haciendo todo lo posible para evitarlo”, indicó Ban, quien, sin embargo, insistió en que lo idóneo para hacer llegar ayuda humanitaria a Gaza es “usar las rutas terrestres existentes y no tratar de hacerlo por mar”.
El máximo responsable de la ONU recordó así que en repetidas ocasiones ha pedido a los países mediterráneos “que eviten enviar alguna flotilla a Gaza” para evadir situaciones de peligro como la vivida hace un año con la primera Flotilla de la Libertad.
Ocho activistas turcos y uno turco-estadounidense murieron entonces tratando de romper el bloqueo naval israelí y entregar una carga de ayuda humanitaria en Gaza con una flotilla que fue asaltada por tropas de elite israelíes.
La segunda Flotilla de la Libertad, compuesta por una decena de barcos con ayuda humanitaria para Gaza e integrada por cientos de personas de varios países, tiene previsto encontrarse en aguas internacionales entre el jueves y el viernes próximos, tras zarpar de diversos puertos del Mediterráneo.
La expedición reúne a una decena de barcos de organizaciones de una veintena de Estados, mientras que el número de activistas se acerca a unos 500, procedentes de unos 45 países, y quiere llevar a Gaza más de 5 mil toneladas de ayuda humanitaria, principalmente material sanitario, educativo y de construcción hasta los territorios palestinos.
En la misión participa el barco “Gernika”, de la agrupación Rumbo a Gaza, en el que viajan aproximadamente 45 activistas españoles junto a periodistas de distintos medios de comunicación, que aportarán una ayuda humanitaria por un valor estimado en 600 mil euros.
El secretario general de la ONU se refirió al conflicto entre palestinos e israelíes, y reconoció que “las aspiraciones del pueblo palestino de tener un Estado independiente y soberano son legítimas”, aunque para que eso sea una realidad pidió “diálogo” a ambas partes.
“Que existan dos Estados en los que palestinos e israelíes puedan vivir, uno junto al otro, con las condiciones de paz y seguridad adecuadas, requiere esfuerzos de las dos partes para solucionar los problemas existentes a través del diálogo y mediante medios pacíficos”, aseguró Ban.
Las declaraciones del máximo responsable de la ONU se producen mientras las autoridades palestinas intensifican su campaña para obtener el respaldo de un mayor número de países para cuando propongan en septiembre próximo a la Asamblea General que se reconozca al Estado palestino en el seno del organismo.
“He exhortado al presidente palestino, Mahmoud Abbas, y al primer ministro israelí, Benjamin Netanyahu, que establezcan un diálogo sin condiciones previas”, dijo Ban.
Agregó que para avanzar en la solución del conflicto, “ambas partes deberían crear un ambiente político adecuado para que el diálogo se pueda empezar tan pronto como sea posible”.
Los líderes palestinos han mostrado públicamente su voluntad de acudir a Naciones Unidas en septiembre para pedir el ingreso del Estado palestino con las fronteras de 1967, es decir, en los territorios ocupados de Gaza (evacuada en 2005 pero cuyas fronteras terrestre y marítima controla Israel), Cisjordania y Jerusalén Este.
El procedimiento de Naciones Unidas indica que las autoridades palestinas deben de presentar una solicitud formal al secretario general y que después ésta se traslada al Consejo de Seguridad.
Allí tiene que obtener 9 de los 15 votos y evitar ser vetado por alguno de los países con ese derecho (Estados Unidos, Francia, Reino Unido, China y Rusia), y pasado ese trámite, someterse a debate en la Asamblea General, donde necesita el apoyo de dos tercios de los estados miembros.
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Disponível em:
 
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O Processo, na ONU, é mais difícil do que o imaginado. Nem há a possibilidade do escrutínio entre as Nações, antes de seguir para o CS, para não melindrar mais os EUA. , que por uma via ou por outra, não deixará seu biônico desabrigado. É essa simbiose que causa todo desassossego naquela região; Esse Estado terrorista apoiado pelo Império decadente, terrorista mor, são a unha encravada ali, em estado de putrefação, já onclosado e em metástase. Se ocorrer o que se fala, que quatro dias antes do prazo para receber a demanda palestina, o Moon fechará a porteira, e os brios dos oprimidos fervam, o sinal será dado para que a potência mais forte engolfe em sangue os oprimidos. Parece até que é isso o que se quer. Se há um mistério sobre o que acontecerá de hoje pra amanhã nesse episódio da flotilha humanista, em setembro próximo mão há dúvida de que não haverá Estado Palestino; não se sabe é a custo de quanto sangue. São forças estranhas que cuidam dos interesses de cada povo ali, da guerra, da paz, do alimento, da água e da santidade da família.
Que bom que esses grupos, dos oito, dos vinte e dos três, anglo-americano-israelo dessem um tempo, fossem negociar nos quintos dos infernos, que essa ONU fosse dissolvida, que todas as nações armassem tendas numa grande feira móvel, e passassem a negociar bens, culturas, ciências e tecnologias, só isso, para o bem da humanidade.
Comentário por edelvio coelho lindoso — 29/06/2011

DEVANEIOS - CRI -HAMAS FUZILA 2 PALESTINOS EM GAZA

Clipping de Relações Internacionais

26/07/2011

Hamas executa dois acusados de espionar para Israel


GAZA (Reuters)
O governo do Hamas, da Faixa de Gaza, executou nesta terça-feira um pai e um filho palestinos condenados por espionar para Israel. Foi uma provocação ao presidente Mahmoud Abbas, que pela lei tem a palavra final em implementar tais decisões.
Autoridades do Hamas disseram que os homens confessaram fornecer às forças israelenses informações de inteligência que as ajudaram a rastrear palestinos, incluindo o chefe do grupo Abdel-Aziz al-Rantissi, morto em 2004 em um ataque aéreo ao seu carro.
O Hamas controla a Faixa de Gaza desde que derrotou a facção Fatah. ligada a Abbas, em uma guerra civil em 2007.
Os movimentos rivais assinaram um acordo de reconciliação no Cairo em maio, mas a implementação tem sido impedida por disputas sobre a formação do governo palestino de poder compartilhado.
Grupos de direitos humanos criticam as execuções do Hamas, que são permitidas dentro da lei palestina, mas exigem aprovação de Abbas.
O líder apoiado pelos EUA tem evitado isso, criando uma moratória de facto na penalidade capital na Cisjordânia ocupada por israelenses, onde seu governo ainda detém poder.
Três homens de Gaza foram executados por autoridades do Hamas este ano e cinco em 2010, a maioria sob acusações de espionagem e mortos por pelotão de fuzilamento.
Depois das execuções desta terça-feira, parentes dos condenados queimaram pneus em protesto numa rua central de Gaza antes de serem dispersados pela polícia.
(Reportagem de Nidal al-Mughrabi)
Disponível em: http://br.noticias.yahoo.com/hamas-executa-dois-acusados-espionar-para-israel-104540295.html
 
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Não parece bem resolvida a união Fatah/Hamas, com este castigo capital em Gaza, o que é muito ruim para os interesses comuns palestinos. Considere-se que dentro de dois meses, em setembro próximo, ocorrerá a decisão crucial, na ONU, da criação do Estado Palestino. Nota zero para a corrente do Hamas, que deveria ter passado o ocorrido para a gestão legal de Abbas. Há uma dificuldade muito grande para palestinos gerirem seus problemas, que não são poucos, e quando se pensava que a desunião e rivalidade entre grupos tinha sido acomodada, surge uma ação dessa, que torna pior o que já estava ruim. Não há retrocesso, porque mortos não ressuscitam, e agora é caminhar pra frente, com mais uma pedra amarrada nas pernas.
Comentário por edelvio coelho lindoso — 26/07/2011


sábado, 23 de novembro de 2013

DEVANEIOS - CRI - A RÚSSIA RATIFICA REDUÇÃO NUCLEAR

Clipping de Relações Internacionais

26/01/2011

Conselho da Federação Russa ratifica tratado de desarmamento nuclear Start


Moscou, 26 jan (EFE).
O Conselho da Federação Russa, a câmara alta do Parlamento do país, ratificou nesta quarta-feira o novo tratado de desarmamento nuclear Start, depois de a Duma, a câmara baixa, ter feito o mesmo na terça.
O documento, já aprovado em dezembro pelo Senado dos Estados Unidos, obriga a reduzir em 30% o número de cargas nucleares, até 1.550 por país, e limita a 800 o de vetores estratégicos, como mísseis intercontinentais, submarinos e bombardeiros.
O Conselho da Federação Russa assinalou que “dá especial importância a que o cumprimento do novo tratado Start por parte da Rússia seja seguido pela implementação de medidas políticas, econômicas e militares para garantir a confiabilidade e a eficácia do potencial estratégico” do país.

Além disso, considera fundamental que o acordo inclua o reconhecimento de Rússia e Estados Unidos “da existência do vínculo entre armas ofensivas estratégicas e armas defensivas estratégicas e a crescente importância desta correlação no processo de redução de armas nucleares estratégicas”.
A declaração do Conselho da Federação Russa acrescenta que a redução de armas nucleares “levará ao nascimento de uma nova situação” no desarmamento nuclear.
O novo Start, assinado em Praga em abril do ano passado pelos presidentes russo, Dmitri Medvedev, e americano, Barack Obama, tem como objetivo manter a paridade estratégica entre as superpotências.
O tratado, que substitui o Start assinado em julho de 1991, no epílogo da União Soviética, tem vigência de dez anos, mas pode ser prolongado de mútuo acordo por um período máximo de cinco anos. EFE
Disponível em: http://br.noticias.yahoo.com/s/26012011/40/mundo-conselho-da-federacao-russa-ratifica.html

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Isso é mais um grande lero. O fim, todos sabem, roda, roda,  roda e vai dar no Irã, no momento. Nem entre eles mesmos, há como medir esses 30% de desnuclearização. Já imaginaram a Rússia ou a China adentrando as instalações americanas, para medição e contabilização dessas armas, ou imobilizando um vaso-de-guerra em qualquer dos grandes mares, para esse fim? O verso também é verdadeiro. Nesse bloco, quem está fica, quem quer entrar, sonha. Israel, diz-se, detentor dessas armas, enterradinhas no deserto de Neguev;  não afirma nem desmente, e duvida-se que OTAN ou NATO, ou ONU, ou qualquer ban-ban vá lá certificar-se. Isso é lorota e jogo marcado. Quem tem, tem, e quem não tem, nunca terá.

Comentário por edelvio coelho lindoso — 26/01/2011

DEVANEIOS - CRI - AL-JAZIRA JOGA HAMAS CONTRA FATAH

A verdadeira vida é a espiritual;  a alma vive presa a um corpo;  o espírito é eternamente livre.

Clipping de Relações Internacionais

25/01/2011

TV árabe incendeia crise entre palestinos


Israel – Estadão
A divulgação de material diplomático envolvendo supostas negociatas entre palestinos e israelenses fez o grupo islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza, iniciar ontem uma ampla ofensiva retórica, denunciando a “conspiração do Fatah”. A facção do presidente Mahmoud Abbas teria “cooperado secretamente com Israel” nos assuntos “mais essenciais, como Jerusalém e a questão dos refugiados”.
A TV Al-Jazira, do Catar, e o jornal The Guardian começaram no domingo a divulgar uma série de reportagens sobre supostos bastidores de negociações entre israelenses e palestinos. As mensagens teriam por base 1.700 telegramas diplomáticos secretos referentes ao diálogo de paz entre 1999 e 2010, e detalhariam como negociadores palestinos submeteram-se a exigências israelenses amplamente condenadas nas ruas de Ramallah e Gaza.
Funcionários da Autoridade Palestina teriam concordado em ceder autoridade sobre a Esplanada das Mesquitas – terceiro local mais sagrado do Islã -, aceitado a existência de assentamentos em terra palestina e abdicado do direito de retorno de parte dos refugiados palestinos. O porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri, disse que a reportagem da TV árabe demonstra como a Autoridade Palestina buscou “eliminar a justa causa palestina”.
Em Ramallah, partidários do Fatah tentaram invadir um escritório da Al-Jazira e queimaram bandeiras da emissora. O presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas, por sua vez, negou taxativamente ter oferecido concessões secretas a Israel. Após um encontro com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, no Cairo, o líder palestino acusou a Al-Jazira de divulgar documentos contendo as posições israelenses como se fossem palestinas.
Em Israel, analistas classificam os documentos como originais. Segundo repórteres do Canal 2, o material teria sido vendido à rede de televisão por um ex-funcionário da Autoridade Palestina e exposto com o objetivo de “destruir a credibilidade” de Abbas. Para Israel, a exigência palestina de parar todas as construções em assentamentos na Cisjordânia perdeu força após a publicação das supostas mensagens secretas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Disponível em: http://br.noticias.yahoo.com/s/25012011/25/mundo-tv-arabe-incendeia-crise-palestinos.html

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Esse é o jogo de contra-informação dos anglo-israelenses, no estilo covarde, alem do limite da moralidade, que essa dupla sabe tão bem fazer. Muito dinheiro rolou ai, em benefício da Al-Jazira, emissora do Catar, imitando o WikiLeak, sem nenhum disfarce. 1700 informações secretas entre embaixadas de Israel e Autoridade Palestina, desde 1999/2010. Cópia grosseira de inteligentzia. Todas as ganâncias do estado judeu são relatadas como ofertas secretas da ANP, nesse período de 10 anos: redução do mínimo do mínimo do retorno dos exilados; reconhecimento do estado judeu; autoridade judáica sobre a Esplanada das Mesquitas;assentamento em terras Palestinas; Tudo isso oferecido ao The Guardian, Jornal Inglês. Nesse tempo, com tudo que queria, nas mãos, as rusgas continuaram, mais de 1500 vidas palestinas foram tiradas, em Gaza, e o bobinho Avigdor, e o bobão Nethanyahu, nenhum proveito fizeram do que o covarde Abbas lhes facilitou!? Essa jogda diplomática(?) do mais baixo nível, está jogando o hamas contra o Al-Fatah, o que era o alvo real, e que foi atingido. Uma situação ruim entre antagonistas das mesmas causas, ficou pior. Os estremecimentos podem virar rutura; dividir, para governar, eis a questão. Nem se pode acreditar em tanta burrice de um lider do Hamas, como essa pintura está exibindo. Esse alvoroço, essa mentiragem de Abbas ter emininado a causa justa, Palestina está benzinho para causa judáica. Vamos ver se prospera, ou se se desmoraliza.

Comentário por edelvio coelho lindoso — 25/01/2011