domingo, 24 de agosto de 2014

DEVANEIOS - DE CAFÉ HISTÓRIA




E que estão lá, no centro da minha cidade em uma linda casa que eu amava, na Rua Castro e Silva de número 305, que antes teve o nome de Rua das Flores. Hoje aquela casa que era grande porque eu era pequena daquela rua boêmia do centro da cidade que destrói edificações históricas e se envergonha de ter memórias, bem junto ao mar, não é mais a minha casa. Uma rua pequena e curtinha que nasce ou morre, tanto faz, entre a Igreja da Sé e o Cemitério São João Batista, bem atrás da Santa Casa de Misericórdia, no centro histórico de Fortaleza. Horas avançadas da noite, faço uma viagem no tempo, até às primeiras reminiscências, indeléveis, plenas de detalhes. Mergulho... Estou na bacia de alumínio Ironte. Dispostos carinhosamente sobre o espaldar da cadeira de vime estão a toalha de felpo Artex, o sabonete Lifebuoy e o talco Gessy. Devidamente enxuta e perfumada, chega a vez de vestir a fralda de murim, comprado nas Casas Novas, famoso armazém de tecidos. A papinha de “leite-de-gado-puro” já fumega e sobe no papeiro esmaltado branco de ágate, sobre a trempe do fogão de tijolo e barro acionado a carvão vegetal adquirido no Depósito do “seu” Pergentino e para o qual era indispensável o abano de palha de carnaúba. É lá, onde havia no centro da minha cidade, uma linda casa que eu amava. Tinha uma porta e um janelão alto de postigo de tariscas e o telhado muito alto, de madeira de carnaúba e começava ou terminava, tanto faz, na sala ornamentada por um cortinado duplo de renda, que se abria de par em par para a gente passar por ele para então entrar no corredor muito compriiiidooo. Uma camarinha, a segunda camarinha, mais uma sala, mais outra sala de área aberta e mais outra área aberta onde ficava a cozinha, depois outra área muito compriiiidaaa e o banheiro soltinho lá no final. Duas palmeiras não do mesmo tamanho, perfiladas davam entrada ao quintal que encontrava o céu, largo, grande, comprido, profundo, estavam lá marrecos, patinhos, galinhas e seus pintinhos, o galo que cantava bem alto de manhã, gatas escondendo gatinhos nas acumulações de tijolos, e roupas de bonecas penduradas no varal. O luar criava fantasmas assustadores nas folhas das bananeiras. Foi lá onde eu compreendi a dor eterna da morte. A primeira vez foi na hora do almoço ao voltar da escola. Minha mãe chorava na beira do fogão de barro. Um cheiro de comida boa estava no ar, vinha da panela. Por que minha mãe chorava? Por “daqui-aquela-palha”, ou por nada, ou talvez por muita vontade de fazer sofrer, o pai do qual nada cito, obrigou-a a matar a minha galinha “Branquinha”. Era a “Branquinha” que seria o almoço naquele dia. Mas, naquele dia e em muitos outros daquela semana não houve almoço. Só muita mágoa e silêncio. A panela criou mofo e foi jogada no lixo na outra semana. Nunca mais comi carne de animal na vida. A segunda vez que vi de novo a morte naquela casa foi o ataque fulminante do coração que levou meu pai às 5 horas da manhã quando ele se levantou para ir trabalhar em um júri. Foi desse episódio, em 1 de janeiro de 1966 que passamos da classe social alta para a mais sórdida e deprimente miséria. O meu irmão Babí foi assassinado na "Bandeira 2" madrugada, por três latrocidas. Fomos para a “Vila Ocelo”, nós duas. Lá encontramos gente pérfida, invejosa do nada que se tem, gente muito má. Dificuldades imensas, mas vencidas pela minha mãe com grande heroísmo. Mas, isso fica no denso véu do nada dizer.
Metade dos anos 50. Minha casa. Primeiros raios da manhã. O rádio Minerva Tropic Master (USA de 1941) tocava na PRE-9 a marchinha Chiquita Bacana “lá da Martinica se veste com uma casca de banana nanica” do ano de 1949, autoria de João de Barro e Alberto Ribeiro na voz de Emilinha Borba. Meu pai se aprontava para ir trabalhar no armazém Casa Cruz na Avenida Pessoa Anta, 108. Ele importava e exportava bebidas e fumos. Tinha nível de escolaridade superior, era advogado rábula, teólogo, candidato a cargos políticos, maçom expulso, jornalista, escrevia nos jornais Unitário; Correio do Ceará; Gazeta de Notícias; O Povo, era “alto comerciante”. Todos conheciam Humberto Cruz, frequentador assíduo da roda intelectual dos bancos da Praça do Ferreira onde discutia política e divulgava o espiritismo Kardecista. O cheiro da loção Quina-Petróleo, que segundo as indicações evitava a calvície e a canície, inebriava a hora da saída e um acréscimo de Lavanda Atkinsons completava os másculos aromas. O café-da-manhã estava na mesa, coberta com toalha de linho branco bordada com flores em Ponto-de-Cruz, o café Walkan aromático e saboroso, fazia par com as bolachas Cecí, a manteiga Lírio, o pão da Padaria Duas Nações e o leite natural (in natura) de Maranguape colocado na janela, sem que nenhum transeunte, trabalhador matinal mexesse, pelo ‘Seu’ Pêdo, o leiteiro que abastecia as famílias desde o raiar do dia.

O tempo prossegue a sua marcha.  Em meio às doces cenas matinais revejo a beleza de minha Mãe, (recordo muito às manhãs), o trio cosmético Regina, sabonete, talco e água-de-colônia, estão sobre a penteadeira de cedro com amplo espelho  que "engorda, entorta e afina" levemente e conforme o ângulo em que a gente  se posiciona, ela cheira à resfrecância do banho, sua cosmética consiste em Creme de Alface Brilhante, Óleo de Coco da Perfumaria Eva, desodorante Odo-Ro-No,o esmalte Cutex, Loção Camélia do Brasil (para evitar cabelos grisalhos), o rouge e o batn Naná, o Pó Coty não compacto e as fragrâncias de Helena Rubstein da Coty ou da Monterugya, há também o pequenino Perfume Quatro Rosas, a linha Caschemyre Bouquet, o Perfume frasco de meio litro de Perfume Parisiana.  O Perfume Royal Briar é considerado de mau gosto e usado por pessoas vulgares.  Então ela veste o califon, as três anáguas, a calçola  de pernas rendadas, o vestido de tafetá, calça as meias 3/4 Kendall e o sapato Luiz XV comprado na Sapataria Pio. Seu perfume preferido é Madeiras de Oriente, no frasco vintage  de luxo em madeira Sândalo ou então o perfume de marca Madame Rochas importado.

Os filhos do período pós-guerra são eufóricos, o mundo retorna à florescer.  Meu irmão é uma figurinha de cabeça raspada à máquina estilo nazi.  Veste calças curtas de suspensórios e um quépi dá um toque final ao visual paramilitar.  Eu sou uma figura esvoaçante vestida de organdi branco literalmente "emgomado"  e com anáguas de seda róseas detalhadamente uma sobrepondo-se à outra partindo do comprimento de cada uma, que dão a nuance de rosa suave, as meias de crochê compradas  na Loja O Gabriel e os sapatos Cara-de Boneca, comprados na Sapataria Primavera.  Rescendendo a  Lavanda York.  Pasta de couro, caderno Avante com o Hino Nacional escrito no verso, o meu Livro é o Livro de LIli, de Anita Fonseca em 1938, e o do Babi é o Livro Infância Brasileira de Ariosto Holanda.  Eu estou no Jardim da Infância e o Babo no primeiro ano Forte nos começos dos anos 60.


Meus brinquedos eram bonecas rígidas, sem articulações nenhuma, da Trol, mas meu padrinho alagoano Júlio do Carmo chegou de viagem e me presenteou com uma boneca Pierina. Tinha o corpo de pano, cabelos de nylon, e toda sua “vistosidade” estava no luxuoso vestuário. Ela jazia na caixa, só a mim entregue na ocasião do semestral vermicida Panvermina, horrorosas cápsulas amarelas gelatinosas que, aos berros, eram trituradas na boca e exalavam nauseante sabor de mastruço e que iriam propiciar a expulsão dos áscaris lombricóides em formato natural. Purgante realizado eu fungava sentida e olhava a Pierina, (eu não tinha lhe batizado sequer, com outro nome), loura, de bochechas róseas, luxuosa, mas falsa, eu não gostava dela, detestava aquele cheiro de boneca guardada, associava-a ao purgante, ela não era realmente “minha”, era da caixa, agora ali, tendo-a tão perto, via seus olhos azuis, a boca fria, e com raiva, dava uma olhada na calçola dela: de seda, pernas de renda! Ainda bem que logo ela retornava à embalagem e voltava para o fundo da mala. Um dia dei uma topada porque quis e quebrei a cara de porcelana da Pierina.



Eu amava era o meu Neguzinho pequinês, (irmão da Faisquinha da minha mamãe), um cãozinho pretinho de raça zero, de olhos dulcíssimos que sorriam para mim, morri também quando ele amanheceu enforcado atrás do armário querendo abocanhar uma ratazana. Ao lembrar dele as lágrimas embaçam estas letras...


Também havia o uso profilático diário de Emulsão de Scott, terrível sabor de peixe, o laxante de Leite de Magnésia de Phillips que emborrachava nos beiços, e o Iofoscal – a melhor de todas as odiadas medicações, eu lia os rótulos de todas elas.

Lia fotonovelas dos anos sessenta: Capricho, Grande Hotel, Destino, Ilusão. Assistia rádio novela, (adaptações de clássicos da literatura): A Cabana do Pai Tomás; O Morro dos Ventos Uivantes; ou as peças radiofônicas: Vladimir – O Rei dos Ciganos; A Madona das Sete Luas; O Direito de Nascer ( que parava a cidade ao meio-dia quando ia ao ar); Jerônimo – O Herói do Sertão, cujo ator principal era Cauê Filho, muitas das adaptações para o rádio eram feitas por Ivani Ribeiro ou Giuseppe Guiaroni. O patrocínio era de Colgate-Palmolive ou de Gessy-Lever, e o elenco era o dos atores da Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Esse elenco dramatizou a Vida, Paixão e Morte de Jesus Cristo sob a supervisão de Guiaroni e cuja radiofonização vai ao ar, ainda, em algumas emissoras AM (amplitude modulada), no período da Semana Santa, do meio-dia às três da tarde. Lia revistas: A Cigarra; Filmelândia; Cinelândia; O Cruzeiro; Manchete; Seleções do Reader's Digest; as revistas dedicadas às leitoras infanto-juvenis como Primavera em Flor e todas as coleções de Walt Disney, inclusive as historinhas pelo rádio no programa Histórias da Vovó alguma coisa que não lembro. Uma tarde, mame me levou e a ela mesma, para conhecer a Vovó do programa, lá na emissora, Rádio Uirapuru, cujo prédio é em formato de rádio e está ainda em frente à Praça Clóvis Beviláqua ou Praça da Bandeira, ignorado do público e abrigando algo do governo. Esperávamos nos deparar com Ali Babá e os Quarenta Ladrões, com Aladim e a Lâmpada Maravilhosa, com Alice no País das Maravilhas, com o Gato de Botas, mas o que vimos decepcionou: um lugar de trabalho, pessoas comuns, atarefadas, amassando folha de flandres para simular as tempestades, apertando banda de coco para simular o galope dos cavalos, que nem sequer nos deram atenção, a partir daí nos desinteressamos pelo programa. Mesmo porque, já conhecíamos todas as histórias.

No Brasil por volta de 62 a 64 em meio à efervescência política e da ditadura militar, surge o CPC da UNE, um movimento cultural e ideológico de inspiração Marxista, criado pelos estudantes, na Guanabara. Esse processo de tomada de consciência na história da cultura brasileira trazia a ideia de que os intelectuais deveriam organizar a cultura popular, para tanto, o intelectual teria de ser parte integrante do povo. Desses estudantes vieram Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Zé Ramalho e outros. As suas músicas insinuavam a realidade e eram de protesto, do outro lado a ditadura colocava as músicas água-com-açúcar e sem comprometimento do movimento Jovem Guarda, para suplantar e alienar as mensagens das músicas de protesto. No exílio Caetano compôs para o amigo Roberto Carlos, então estudante de medicina, “Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos”. Muito depois eu entenderia a realidade desse período, mas sentia falta dos programas de televisão O Céu é o Limite, com perguntas e respostas a um inscrito (que receberia um prêmio milionário), sobre determinado tema, sob a apresentação de Blota Jr., ou o Programa Flávio Cavalcante... Os artistas aderiam aos movimentos de “esquerda”, eram torturados, exilados, assassinados, muitos morreram no exílio sob as ordens do regime ditatorial que eclodiu. Depois vieram os luxuosos programas para exportação, (da rede Globo), Programa Black & White; Fantástico - O Show da Vida; Chico City, bem como, dentre outras, as novelas O Bem Amado; Gabriela Cravo e Canela; Saramandaia; Roque Santeiro. Não era mais na minha casa, mas eu e minha mãe assistíamos TV na casa da Mãe Júlia Condante, filha de escrava e senhor.
O Sítio do Pica-Pau Amarelo, nos anos 70 fazia com que se viesse “voando” do Colégio, permanecendo de farda com saia azul e blusa branca, com logomarca no bolso da blusa, munida de biscoitos Cream Cracker Fortaleza e guaraná Kacique da Monteiro Refrigerantes e viajava nas asas da melodia. Nesse tempo o movimento Hippie pregava “a paz e o amor”, adotava profusão de margaridas e a liberdade de comportamento. Havia aqui em Fortaleza nos anos 70, jovens que nas suas residências nas noites dos sábados realizavam as Tertúlias. Instalavam a “luz negra”, (cobriam a lâmpada com papel de cor azul e demais cores) e as garotas de meias da novela “Dancing Days”, com perfume Vertige, ou Vetiver, dançavam soltas com os rapazes de calças Pantalonas e perfume Lancaster ao som da voz de Tina Turner das nove até meia-noite...


I

A minha rua começa na catedral metropolitana ou Igreja da Sé e termina no cemitério São João Batista ou vice-versa. É a Rua Castro e Silva. Nós tínhamos um telefone fixo de número com quatro dígitos, os primeiros telefones da cidade. Meu pai tinha dois Jipes, um comprado a um militar, era verde oliva, por isso chamado “jipe de guerra”; um Ford “de bigode” e uma caminhonete toda torta. Era na caminhonete que meu pai trazia água da Pirocaia. Era no jipe de guerra que meu pai nos levava (eu; meu irmão Babí; minha mamãe; a loura-papagaio; a galinha branquinha; faísca e neguinho, os dois pequineses), para desfilar no corso quando era carnaval, e no Ford de bigode ele passeava com a gente aos domingos, na praia do peixe, hoje Meireles e nos bairros distantes. Naqueles tempos ainda moravam as últimas famílias no centro. Não é possível dizer com exatidão, mas, de um lado morava a “dona Norina”, e sua filha Olenca (que enquanto minha mãe e a dela conversavam na porta, Olenca me dava grandes beliscões e puxava um fio só do meu cabelo por vez) do outro a “dona Lídia” e a sua prole: o Bebé; e muitos outros, talvez uns oito, meninos e meninas. Do outro lado da calçada morava a “dona Izaíra” e o “seu Mílton”, muito católicos e donos de uma lojinha de miudezas, como botões, fitilhos, etc., sendo parte constante a “tia Emília” irmã de um dos dois, e os filhos: Socorrinha; Elias e Izairton. O restante da rua era já muito comercial. Havia o Restaurante Olinda, três casas depois da minha, de comida requintada e acebolada, cujo dono-pai era o “seu Leônidas” e seus dois filhos iniciantes na administração, um deles o “Delzinho”, funcionava dia e noite. Uma noite “seu Leônidas” derrubou com uma vara de levantar as portas do restaurante, o “Mata-Sete” que esmolava comida aos clientes. Tempos depois “Mata-Sete”, que era “um menino” perigoso marginal ladrão e assassino, foi morto a facadas, foi quando foi revelada a idade dele, aquele “menino” que aparentava uns 8 anos de idade tinha de fato quase 30. De frente para a minha casa ficava o restaurante do “Toinho”, que fornecia comida para os comerciários, funcionava até ás 6 da tarde. Havia “O Rei dos Pneus” cujo dono era o “Bebê”, moreno gordo e simpático ornamentado de muito ouro, que atraia ‘multidões’ dos poucos abastados proprietários de carros da cidade. Também na outra calçada estava a Western Telegrafhic Co., empresa telegráfica, empregava os estafetas (rapazinhos que entregavam os telegramas); a Marcosa, indústria e comércio de Caterpillar ou tratores. Lá as senhoritas que trabalhavam eram muito elegantes, acompanhavam a moda das “Elegantes da Bangu”, coluna que saia numa revista, não sei qual. Duas lembranças, do mesmo lugar ficaram na minha memória, a da casa do lado direito: é que tempos depois, a “dona Lídia” saiu da casa. Nela se instalou a “Agência Tejuçuoca” cujo proprietário era o Alfredo Coelho. Na frente da minha casa de número 305, naquele sobrado, hoje emparedado, ficava o “Ginásio Apolo” de Halterofilismo, o único da cidade. Frequentado pelos rapazes da alta sociedade, incluindo dentre os demais os denominados “rabos-de-burro”, um grupo de rapazes de cabelos longos, muito atléticos, belos e ociosos, onde o chefe da turma era o “filho de papai rico” Ivan Paiva, morador em Parangaba, os quais iam para a frente dos colégios das moças para pegá-las, com um laço de corda. Eles eram o terror de Fortaleza dos anos 60. Até uns anos atrás se sabia que ele estava ancião numa cadeira de rodas. Ele citava essa frase que ficou famosa, “não sou o dono do mundo, mas sou o filho do dono”.

De uma ponta à outra da minha rua, do lado da minha calçada, na esquina do lado da Sé ficava a Padaria Duas Nações (Portugal X Brasil) e na esquina do cemitério ficava o “bar Corre-Frouxo”. Aberto dia e noite, sem portas, quando começava uma briga de bêbados dentro do bar o dono empurrava os brigões para fora e cercava o estabelecimento redondo, porque na esquina, com as mesas. Nos sons da minha rua estavam as músicas tocadas na vitrola com luzes coloridas do bar “Corre-Frouxo”, como esse xote e baião: “Gente olha a Zefa como dança o xaxeado / eita nêga da moléstia prá dançar côco e xaxado”. As músicas e as mensagens da radiadora do atual bairro Arraial Moura Brasil, nesse tempo o “curral” (gueto) que começou com o cortiço dos sertanejos retirantes da seca de 1932 e se transformou em lugar do baixo meretrício. De lá o vento trazia nas tardes de cristal a voz de Núbia Lafayete: “Seria tão diferente se a gente que a gente gosta / gostasse um pouco da gente / seria tão diferente”. E as mensagens na voz pomposa (exposta vaidosamente) do locutor: “Alôr, alôr Brigite Bardot! Alguém lhe manda esta ‘musga’ com muito amor e carinho!”. Brigite foi uma loura mariposa que numa noite foi assassinada a tiros, na calçada da minha casa, por ciúmes, pelo seu amante policial civil. Quando era carnaval vinha nos sons e nos aromas da noite o cheiro e o tilintar dos copos de cerveja dos bares, das boates, dentre outras a Boate 80. Dos clubes como o clube Guarani. O cantor mais requisitado era Nozinho Silva. Sua voz enchia a noite de marchinhas. “Êêêêê! Índio quer apito / se não der pau vai comer!”.

Esse é um depoimento para a Web, para complementar tantas outras narrativas de boa vontade e de significativas expressões histórico-documentais. Hoje aquela casa que era grande porque eu era pequena daquela rua boêmia do centro da cidade que destrói edificações históricas e se envergonha de ter memórias, bem junto ao mar, não é mais a minha casa. Até trocaram os números. A verdadeira 305 é a loja do lado direito de quem chega. E eu anonimamente todas as tardinhas chego lá.


LEMBRAR DE CASA - Antoine de Saint-Exupèry

Havia, em algum lugar, um parque cheio de pinheiros e tílias e uma velha casa que eu amava.

Pouco importava que ela estivesse distante ou próxima, que não pudesse cercar de calor o meu corpo, nem me abrigar, reduzida apenas a um sonho.

Bastava que ela existisse para que a minha noite fosse cheia de sua presença. Eu não era mais um corpo de homem perdido no areal. Eu me orientava. Era o menino daquela casa, cheio da lembrança de seus perfumes, cheio da fragrância dos seus vestíbulos, cheio das vozes que a haviam animado.

LINKS PATROCINADOS

EVENTO EM DESCINE HISTÓRIA




CAFÉ HISTÓRIA ACADÊMICO


PARCEIROS



















































(Memórias Do Tempo Que A Vida Conta-Altair Andrade Da Cruz-170213)

sábado, 23 de agosto de 2014

DEVANEIOS - DE CONFRONTO EM GAZA (1)

Gaza-Jul14-Garotinho Palestino Com Ódio Plantado Em Seu Coração
Um futuro miliciano, não terrorista.  Terrorista é esse falso estado inventado por anglo-americanos e ali posto como cão de guarda com o nome de israel para em ttrio fazerem  os vizinhos em derredor arderem nas chamas de guerras.

Gaza-Jul14-ex-hospital destruido por marranos
Essa é a política de arrasa terra dos sionistas contra os Palestinos.   Trezentos e sessenta km quadrados para conter 1.700 mil pessoas em regime de escravidão;  sem saida para leste ou oeste, espionados constantemente por drones, do alto; na parte interna o passeio permanente dos soldados israelenses  os observando pelas brechas da cerca de arame e no litoral, permissão para pescar até cinco kilómetros de distância da práia. Nos embates as baixas são da ordem de trinta e um palestino para cada judeu abatido.  Até quando?  Nesse crime há a figura do contratante do serviço, americanos, e do assassino páu-mandado.  Moralmente, qual o pior?

A cada bombardeio  sionista sonhos perdidos e noites de serenos.  Ao amanhecer, quem escapou ao assassínio que corra à ver o que lhe sobrou em patrimônio, e laços de família desfeitos pela caretona da morte impiedosa.  Em trinta e um dias de litígio dois mil e sessenta e um mortos Palestinos, contra sessenta e sete judeus.  Essa é a cara do masacre;  êles querem a terra nua e seu assento em todo o espaço que tinha a Palestina.

Gaza-Jul14-Alvorada Palestina
São cortezes ao dar "bom dia, palestinos".  Imaginem-se numa situação tosca como essa, onde mulheres, velhos e crianças são o prato preferido desses infames invasores.  São cerca de duzentas nações que membreziam a ONU;  um veto do real senhor do castelo, os EUA, cala os cento e noventa e nove restantes.  Que bela sociedade.  Cada aglomerado tem o governo que merece.  Se dali não aparece um líder capaz de arrebanhar quantos forem para formar uma outra sociedade congênere, sem dono, isonômica, e a cada dez ou vinte anos troque o domicílio, e façam comércio entre si, de valores com Ciência, Tecnologia, Energia, Arte, que tenham suas forças armadas e suas indústria bélicas para prover a Paz, não para agredir o outro.

SIVIS PACEM PARABELUM - QUEREM A PAZ, PREPAREM-SE PARA A GUERRA




DEVANEIOS - DE REMINISCÊNCIA DE 40/50

Tenho Cara De Antigamente, Sou Do Tempo Da Loção Quina-Petróleo
VIAJO PROQUE PRECISO, VOLTO PORQUE TE AMO

Que saudade, Loção Quina Petróleo;  tinha que ser agitado e se misturava o óleo com o líquido ficamdo o conteudo avermelhado, com cheiro forte;  era um fixador de cabelo com muito brilho, que depois de penteado ficava duro como uma placa e não havia vento que o desmanchasse;  se tornasse a passar o pente o fixador se esboroava, mas o cabelo para voltar ao normal tinha que ser lavado com sabão.  Sabonete Ragina, esmalte Cutex, brilhantina Muse de Coty, Cashemere Bouque, Loção Parisiana, calçola de mulher com perna rendada, vestido de tafetá passado na goma, meias 3/4 Kendall seguras por ligas elásticas, Extrato Maderas do Oriente em caixas de sândalo, Perfume Madame Roca's, vestido de Organdi branco sobre três anáguas rosas, Lavanda Yorque, sabonete Lifebuoy e Vale-Quanto-Pesa, perfume Lancaster, caderno com Hino Nacional no verso e com marechais de barba e bigodes volumosos, na capa, vestibular entre Exatas ou humanas, Pé de frutas e Pé de flores, perfume de Gardênia e Jasmim, brinquedos da Trol, Purga Semestral vestindo camisolão e penico à disposição para áscaris e lumbricóides por inteiro ou em rodelas, dar topadas claudicantes,  Emulsão de Scott diário com gosto de peixe, laxante Leite de Magnésia de Phillips mais o Iofoscal, foto-novelas, revistas Capricho e Grande Hotel, duas marcas promocionais: Colgate-Palmolive e Gessy-Lever, pasta Kolinos, seriado Tarzan e o Vingador, novela A Cabana de Pai Tomás, revistas O Cruzeiro e Manchete, e Seleções de Read Digest, nosso chicle crocante e quadradinho passou a ser chiclets e em tiras, Cigarros Yolanda , Astória, Continental, Asas Hollywood e Cícero, agora Camel, Look strick e Chesterfield e durante a guerra tudo era americano: aniversário americano, camisa americana, gelada virou ponch, beijo virou kiss e óculos escuros, rayban.  Quem não tem saudades é porque viveu pouco ou era zureta. Quem não se lembra de jarras e quartinhas?

A Casa Era Grande Porque Eu Era Pequeno
O Tempo Prossegue Na Sua Marcha
São Memórias Do Tempo Que A Vida Conta (AAC)

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

DEVANEIOS - DE QUNTA-COLUNAS

  1. 200814 - Dezoito Quinta-Colunas palestinos justiçados depois da morte por bombardeio de três eminentes líderes do Hamas por êles traidos, entre os quais, duas mulheres.  Onze ao ar livre em frente a uma mesquita, perante testemunhas, de joelhos, saco de papel sobre cabeça e rosto, e mãos amarradas atrás. Identidades incógnitas, para não envergonhar familiares.  Mais tarde, numa delegacia destruida, foram aliminados os sete restantes.  É crime hediondo, em uma comunidade em guerra, ver-se traidores lutando contra a Causa.  Fala-se de como os israelenses conseguem esse tipo de favor.  Diz-se de pessoas a maioria mulheres, idosos e doentes graves, que precisam de autorização para sairem dessa prisão, que os sionistas negam existir, e procurarem ajuda médica na Cisjordânia ou em Telavive.  A sordidez em guerras, o aproveitamento dos mais fortes sobre os desesperados, para ganhos nas batalhas.  A rigidez nos julgamentos que redundam em sacrifícios, por parte da sociedade prejudicada. Não há perdão para quem trái, mesmo nas maiores dificuldades de escolha para quem isso pratica, porque a maior dor é a dor da hora.  Essa é a satanagem antes da morte, a dor imensa e inexplicável ante o sentimento da pessoa amada que socorre, em decidir sanar a dor do seu doente tendo que infligir o dever de cidadão.  


Procuremos culpados para essa vergonha do comportamento humano, mas não esqueçamos o invólucro dessas situações.  Hoje contamos trinta e um dias de dores, com um saldo de 2061 baixas palestinas, contra 67 israelos, numa desproporção de poder de 1 morto sionista para cada 31 palestino abatido.  No dia oito de julho deste ano mataram à tiros  três adolescentes de Israel, que só ontem um exilado palestino na Turquia confessou o atentado.  É bárbara tal atitude, de se escolher aleatòriamente quem, como, quando e onde, alguém figurativamente responderá por insultos de  atores escondidos numa multidão!  Houve revanche e um garoto palestino foi incendiado vivo por três endiabrados judeus.  Quatro rapazes jóvens detonaram sem querer, através de outro quatro rapazes jóvens, querendo, a redundância da morte de 2128 pessoas.  Quatro pessoas provocaram em 31 dias o sacrifício de 2128 pessoas.  Entre estas 429 crianças.  Um roquete abilolado caiu no quintal de um judeu em Telavive e registrou, coisa ímpar, a morte de uma criança, primeira e única.  O Bibi Cabeção jurou de pés juntos, vingança trovão, que podem acreditar, haverá, para que o palestino afoito aprenda quantos varões palestinos  terão que ser imolados para vingar a judiazinha martir.  

Não tivesse ingleses e americanos atraiçoado árabes no decorrer do final do Império Otomano;  Não tivesse a moribunda Liga das Nações dividido o chamado Oriente Médio em dua poções, entregando a parte superior à França, onde hoje estão a Síria e o Líbano, a primeira se estilhaçando em guerra e o segundo sem ter uma paz consolidada, nunca.  A outra parte, que respondia pelo nome de Palestina ficou sob a arrogância anglicana;  Esta entregou o cetro de último império, no globo, tendo 58 ex-colônias agregadas à si, ao filho bem sucedido nas Américas, que inventou a ONU que mora em solo seu e substititui com perfeição e mais algum poder a extinta Liga.  Numa mixórdia anglo-americanos fizeram uma engenharia e na "partilha" entregaram um percentual maior de terra aos judeus com um número muito menor de pessoas, e o contrário aos Palestinos autóctones.  Vergonha, vexame e a semente das guerras ali, até hoje.  Do primeiro levante (intifada) após a criação do Estado de Israel;  da não aceitação das terras restantes para formar um estado palestino, até agora no assassinato dos três seminariastas hebreus, motivos para guerra nunca faltaram, mas a constituição de um interesse mal escondido entre esses três parceiros, como por exemplo governarem o mundo a partir de Jerusalém, há um zum-zum-zum.  Quantos desencarnes de vidas não imoorta.  Que porvir!?

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

DEVANEIOS - DE TUDO COMO DANTES

Gaza-Jul14-Garoto Palestino Em Dor



Gaza-Jul14-Desconstrução

Gaza-Jul14-Palestina no Nada

Gaza-Jul14-Pai e Filhinha morta

Gaza-Jul14-Criança Palestina  como querrilheiro

Gaza-Jul14-Bombardeio Matinal Israelo



Gaza-Jul14-3 Gerações Fugindo 




Gaza-Jul14-Mais Dor Infantil

Gaza-Jul14-Horror Adulto

Gaza-Jul14-Triste Menina Palestina











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Tenho Cara De Antigamente,Sou Do Tempo Dos Perfumes Vertige e Lancaster
MEMÓRIAS DO TEMPO QUE A VIDA CONTA (AAC)
190814

Cono um governo títere como o do Sisi (Egito) pode ser mediador de Paz entre Palestinos e israelos?  Como o Hamas aceitou isso?  Palestinos atacam com cincoenta foguetes e resultado zero.  Israel bombardeia e contabiliza morte de uma mãe e de uma criança, em Gaza.  Resultado "ploft" para acordo e para quem acreditou nisso.  E agora?  Tudo como dantes, no quartel de abrantes e Israel com 22.5 milhões de dólares  para repor o foguetório gasto e continuar o extermínio, que é o seu foco.  Cáspite.  Lamento e até entendo o impulso incontido deste povo Palestino burramente continuar a asneira de usar essa arma abilolada e sem resultado bélico algum, e pelo contrário dando vazão justificável para contra-ataques funestos.  Governa o Egito um mula americano.  Israel é outro mula ali montado a espera de fazer uma guerra que não é sua, contra o Irã.  A ONU é cria americana, porisso lá existe.  Parece um caso perdido, mas quem sabe a dor sentida é quem está sob o tacão sionista com tamanho patrono.  Que fazer?  Não sei.

200814

O bombardeio dos sionazis continua pelo segundo dia após continuação do litígio.  Morrem um casal e três crianças, mais dois homens, num total de sete vítimas, com os dois da véspera, totalizam nove civis contra zero de algozes.  Esses pretextos favorecem a argúcia malígna desses invasores.que querem a terra nua à sua disposição, para lá erigirem mais colonatos judeus e arrebanhar às suas posses todo o espaço geográfico da antiga Palestina.  Tudo isso acontece às vistas do mundo inteiro, com a facilidade que nem Hitler encontrou na sua expansão de  "espaço vital", acontecido na segunda grande guerra.  Esse genocídio e holocausto reverso e moderno, dos antigos judeus sacrificados sobre os infelizes hebreus arabizados, recebe o beneplácito de toda a Europa que deseja mòrbidamente ser sodomizada pelo grande leviatã.  Se isso acontecer assim, sem resistência, vamos estar a ver o surgimento de o mais novo Império bafejando nossas nucas.

O mentor inglês, o assassino que paga (EUA), e o carniceiro pau-mandado que realiza o pecado com suas mãos (Israel), se entronizarão em Jerusalém para maltratar o mundo.  Assim está sendo e assim será.  Qualquer resistência retardatária será vã, e fruta temporã tem mau paladar.















terça-feira, 19 de agosto de 2014

DEVANEIOS - DE PSB, MARINA, VITÓRIA

Tenho Cara De Antigamente, Sou Do Tempo Da "Seleções de Readers Digest"
ISSO FICA NO TENSO VÉU DO NADA DIZER

Agora é tarde para chorar. Ontem, 180814, escrevi-lhes dizendo que mulher estava na moda, que negro estava na moda, que um pariato negro, probo e potencialmente preparado para dirigir o Brasil, com Marina e JB, emplacaria de imediato, pela fama deste ex-Ministro do STF que encarcerou uma trupe petista de ladros contumazes, e que aposentando-se e dando as costas, tudo voltou ao que era dantes, no Quartel de Abranches.  Este homem imantado para receber votos, conhecido nacionalmente, reto e de grande saber jurídico, preencheria plenamente a chapa vencedora que todo Partido deseja.  Se ainda perdurar este patrimônio, corram atrás e retifiquem a posição correta de luta, para vencer.

Eu falei:  O Tempo ruge, O Tempo Urge".  Esse primeiro dia de propagada eleitoral, para o PSB está perdido.  Que pena.  Se não souberem fazer uma campanha, tampouco saberão gerir uma Nação.  Não deixem o preço tão alto pago pelo Eduardo, ficar barato.  Glorifiquem os fados que baixaram as cortinas tirando-o do cenário, com um belo resultado de luta na arena política que êle lutaria.

Não sei como pode ser, mas troquem o mestre de agora por um outro que domine a cena.  Façam o que for o melhor e não liguem para  chiliques de vaidades, se quiserem vencer.

QUER A PAZ PREPARE-SE PARA A GUERRA

SEJA FRACO COM O FRACO, SEJA FORTE COM O FORTE, MAS SEJAM IGUAIS

DEVANEIOS - DE MARINA E VICE URGENTE

Tenho Cara De Antigamente, Sou Do Tempo Em Que Topete Era Pastinha
O TEMPO RUGE, O TEMPO URGE

Consolidada a situação de Marina, conserte-se a situação do vice, com a urgência que ela merece.  Com praticismo e pragmatismo, para alcançar o alvo que o Eduardo queria, o primeiro lugar já nas prévias de avaliação, o remédio certo chama-se Joaquim Barbosa.  O PSB com Marina e um bamba eloquente e convicente deve imediatamente localizar o ex-Ministro, onde estiver, e convencê-lo para o bem do Brasil a aceitar a posição de vice, fliar-se ao Partido se for o caso e imediatamente mergulhar na Campanha.  O JB com os aplausos barulhentos que o acompanharam desde o afastamento do STF, pela virilidade de encarcerar na Papuda os pilantras petistas, agora na sua ausência, todos fora das grades zombeteando a Nação, está imantado com tremendo poder de atração de votos, é o homem da hora e não deve der desperdiçado.

Com seu grande saber jurídico, é de grande valia se além do papel de substituto nos afastamentos da Presidente, puder ser conselheiro ideal para o inédito Ministro da Segurança Pública, que não tem nada a ver com Ministro da Justiça, para sobrepor-se aos Secretários dessa área em todos os Estados da Federação, uma promessa de Eduardo, bandeira a ser agitada com vigor, como novidade.  Junto, anunciando a eliminação de 3/4 dos ministerinhos estéreis do atual governo, ótima idéia do próprio JB.  Posso vos assegurar o delírio do povo eleitor junto com votos e a subida meteórica da dupla, na Campanha.
 POR QUE^?
Porque está na moda governadora mulher
Porque está na moda a negritude, imagine um pariato
Porque é notória a retidão de ambos, além da capacidade laborativa

PROMESSAS DE CAVALHEIROS
Além do Ministério de Segurança que augura à Paz Social, a criação de 53 CCA (Complexo de Casa de Apenado), celas em espigões verticais individuais e indevassáveis, para criminosos e infratores, homens e mulheres, menores (com maioridade aos 15 anos), 60 anos de perda de liberdade para atacadistas de drogas, 30 para varejistas e administrativamente para infratores e consumidores de drogas flagrados e comprovados através de laudo do IML presente no Complexo, com penas em dobro de tempo à cada apreensão até a nona, dai por diante presos sob apreciação do Código Penal, com esse novíssimo sistema prisional, assunto levado em conta pela INNOVARE, mas que será consolidado pelo Congresso Nacional.  

Cumprimento integral da apenação, sem privilégios
Qualidade de novo cidadão enquanto durar a pena, sob responsabilidade total do Estado
Perda do vínculo parental e divórcio estantâneo quando solicitado pelo parceiro livre
Os CCA serão 1 em cada Capital, mais 1 em cada segunda cidade mais populosa e mais 1 no DF
Em cada um, um Fórum Judicial em três turnos de 8 horas em  365 dias do ano
Contrapondo, Pronto Socorro Médico, Farmácia, Enfermaria, Nosocômio, Manicômio e IML
Perdão de 1/4 da pena mediante doação de órgãos
Essa porosidade será servida por aviões, helicópteros e ambulâncias em todos os Estados
Cargos como Ministros e assessores e eletivos, obrigatòriamente, assumidos por bacharéis em Ciências Políticas, curso superior adaptado para esse fim, com capacidade acadêmica tal e qual  às dos nossos Embaixadores, com aproveitamento após exame de proficiência
Depois da substituição de 1/4 dos quadros, nas três instâncias de governo, à cada quadriênio, adeus à inoperância por incompetência atuais, ao coronelismo e às capitanias hereditárias