quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

DEVANEIOS - DE STF PARECIDO COM A CÂMARA (140214)

Tenho A cara De Antigamente, Quando Sapa Era Solapar A Segurança Do Inimigo
A "VEJA" PÕE FOTOGRAFIAS SEMPRE DESFAVORÁVEIS DOS ANTAGÔNICOS

Manacá

Edelvio Coelho Lindoso - Quinta Feira, 14 de novembro de 2013

 DEVANEIOS DE STF TÃO PARECIDO COM A CÂMARA DOS DEPUTADOS 

 Deputados Federais e Juízes do STJ são tão parecidos que parecem ter saído do mesmo útero.    É o Ministro JB contra todo o resto.    Tudo parece com aquela campanha vergonhosa, na Câmara, onde os deputados em conluio resolveram desaprovar a prisão de um colega devasso com trânsito em julgado por ataque ao Cofre Público.    O Donadon foi vencido pela comoção que esse impasse provocou na Nação inteira.    Hoje, nem só para dormir, o aparato prisional tem que abrigar os fajutos das Excelências indicados para tal honra.    Todos riem qual hienas; os cortejados e os cortejantes. Prisão domiciliar, gritam eles, essa figura judiciária de araque, que recolhe incautos inocentes, providos de tornozeleiras de brinquedo, como a os impedir de gozar a fresca da rua em frente.   Que falta faz os CCA, com sua celas individuais, de 2.5mts de largo, fundo e alto, sem privilégio algum que não seja o cumprimento da lei, de cabo a rabo, sem penduricalhos. O Beira-Mar vizinho do Zé-Dirceu, ambos sem saberem de suas vizinhanças, ambos num silêncio de cemitério, ambos com o prêmio que a justiça dá.        Assim é e assim será.    Os do Mal privados de sua liberdade para que os do Bem a absorva em sua totalidade.    Leis adaptadas, leis criadas, leis desvalidadas, para cumprimento total até o fim do tempo de sua apenação.          Todo o sistema trabalhista reconstruído;  idem para o sistema de saúde, de previdência e na cabeça o de Segurança Pública com seu novíssimo Ministério aparelhado na modernidade da inteligência, com não mais policiais nas ruas, mas com menos endiabrados malfeitores nos espaços que serão dos homens de Bem.    O Sistema Político totalmente revisado, com sangue novo preparado em Universidade para ocupação de cargos eletivos no dois Poderes, nas três instâncias. Acreditem e ajudem-nos.







                      

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

DEVANEIOS - DE "O MELRO! (170214

Tenho Cara De Antigamente, Quando Cutucar, Futucar E catucar Eram Sempre O Mesmo
O INFERNO É O OUTRO (BALZAC)

Quão Imensa É A Solidão

Edélvio Coelho Lindoso domingo, 17 de novembro de 2013 

DEVANEIOS - DE 'O MELRO' GUERRA JUNQUEIRO - Poeta Luso - Faço versos por uma simples fatalidade orgânica, pura fisiologia. A vontade é o desejo tornado adulto Valores Básicos da Mente - Afeto, conhecimento e vontade.

 O melro, eu conheci-o! Era negro, vibrante, luzidio, madrugador, jovial; logo de manhã cedo começava a soltar, dentre o arvoredo, verdadeiras risadas de cristal. E assim que o padre-cura abria a porta que dá para o passal, repicando umas finas ironias, o melro de entre a horta, dizia-lhe! "bom-dias!" E o velho padre-cura não gostava daquelas cortesias O cura era um velhote conservado, malicioso, alegre,prazenteiro! não tinha pombas brancas no telhado, nem rosas no canteiro! Andava as lebres pelo monte , a pé, livre de reumatismos, graças a Deus, e graças a Noé, o melro desprezava os exorcismos, que o padre lhe dizia! cantava, assobiava alegremente; até que ultimamente o velho disse um dia! "Nada, já não tem jeito este ladrão dá cabo dos trigais! Qual seria a razão por que Deus fez os melros e os pardais!!" e o melro , no entretanto, honesto como um santo, mal vinha no oriente a madrugada clara,, já ele andava jovial, inquieto, comendo alegremente, honradamente, todos os parasitas da seara desde a formiga ao mais pequeno inseto, e apesar disto, o rude proletário, o bom trabalhador, nunca exigiu aumento de salário. Que grande tolo o padre confessor! Foi para a eira o trigo; e, armando uns espantalhos, disse o abade consigo! "Acabaram-se as penas e os trabalhos." Mas logo de manhã, maldito espanto! o abade ainda na cama. ouvindo do melro o costumado canto, ficou ardendo em chama; Pega na caçadeira, levanta-se dum salto, e vê o melro, a assobiar, na eira, em cima do seu velho chapéu alto! Chegou a coisa a termo que o bom do padre-cura andava enfermo; não falava nem ria, minado por tão íntimo desgosto; e o vermelho oleoso do seu rosto tornava-se amarelo dia a dia. E foi tal a paixão, a desventura, (muito embora o leitor não me acredite) que o bom do padre-cura perdera... o apetite! Andando no quintal, um certo dia, lendo em voz alta o velho-Testamento, enxergou por acaso (que alegria! que ditoso momento!) um ninho com seis melros, escondido entre uma carvalheira. e ao vê-los exclamou enfurecido! "A mãe comeu o fruto proibido; esse fruto era a minha sementeira; era o pão e era o milho; transmitiu-se o pecado. E se a mãe não pagou que pague o filho, é doutrina da Igreja. Estou vingado!" E engaiolando os pobres passaritos, soltava exclamações! "É uma praga. Malditos! dá-me cabo de tudo estes ladrões! raios que o partam! andai lá que enfim..." E deixando a gaiola pendurada, continuou a ler o seu latim, fungando uma pitada. Vinha tombando a noite silenciosa; e caia por sobre a natureza uma serena paz religiosa, uma bela tristeza harmônica, viril, indefinida,. A luz crepuscular infiltra-os na alma dolorida um misticismo heroico e salutar. As árvores, de luz linda doiradas, sobre os montes loníinquos, solitários, tinham tomado as formas rendilhadas das plantas dos herbários. Recolhiam-se a casa os lavradores. Dormiam virginais as coisas mansas! os rebanhos e as flores, as aves e as crianças. Ia subindo a escada o velho abade,; a sua negra atlética figura destacava na frouxa claridade, como uma nódoa escura. E, introduzindo a chave no portal. murmurou entre dentes; "tal e qual... tal e qual!... guizados com arroz são excelentes." Nasceu a Lua". As folhas dos arbustos tinham o brilho meigo, aveludado, do sorriso dos mártires, dos justos, um eflúvio dormente e perfumado embebedava as seivas luxuriantes. Todas as forças vivas da matéria murmuravam diálogos gigantes pela amplidão etérea. São precisos silêncios virginais, disposições simpáticas, nervosas, para ouvir estas falas silenciosas dos mundos vegetais. As orvalhadas , frescas espessuras pressentiam-se quase agerminar. Desmaiavam-se as cândidas verduras nos magnetismos brancos do luar. E nisto o melro foi direto ao ninho, para agasalhar, andou buscando umas penugens doces como arminho, um feltrozito acetinado e brando. Chegou lá e viu tudo. Partiu como uma frecha; e , louco e mudo, correu por todo o matagal;  em vão! mas eis que solta de repente um grito indo encontrar os filhos na prisão. "Quem vos meteu aqui!" o mais velhito todo tremente, murmurou então! Foi aquele homem negro. -- Quando veio. chamei, chamei... andavas tu na horta... ai que susto, que susto! ele é tão feio!... tive-lhe tanto medo!... abre esta porta, e esconde-nos debaixo da tua asa! olha já vem florindo as açucenas; vamos construir a nossa casa num bonito lugar... ai! quem me dera , minha mãe, ter penas para voar, voar!" e o melro alucinado clamou! "Senhor! Senhor! é porventura crime ou é pecado. que eu tenha muito amor a estes inocentes! Ó Natureza, ó Deus, como consentes que me roubem assim os meus filhinhos, os filhos que eu criei!! quanta dor, quanto amor, quantos carinhos, quanta noite perdida nem eu sei... e tudo, tudo em vão! filhos da minha vida filhos do coração.!!!... não bastaria a natureza inteira, não bastaria o céu para voardes, e prendem-vos assim desta maneira!... covardes! a luz, a luz, o movimento insano, eis o aguilhão, a fé que nos abrasa... encarcerar a asa é encarcerar o pensamento humano. A culpa tive-a eu! quase a noitinha parti, deixei-os sós... a culpa tive-a eu, a culpa é minha. De mais ninguém!... que atroz! e eu devia sabê-lo! eu tinha obrigação de adivinhar... remorso eterno! eterno pesadelo!... Falta-me a luz e o ar!... oh, quem me dera ser abutre ou ser fera para partir o cárcere maldito!... e como a noite é límpida e formosa! Nem um ai, nem um grito... que noite triste! oh noite silenciosa E a natureza fresca onipotente, sorria castamente com o sorriso alegre dos heróis. Nas sebes orvalhadas, entre folhas luzentes como espadas, cantavam rouxinóis. Os vegetais felizes mergulhavam as sôfregas raízes a procurar na terra as seivas boas, com a avidez e as raivas tenebrosas das pequeninas feras vigorosas sugando a noite os peitos das leoas. A Lua triste, a Lua merencórea, Desdêmona marmórea rolava pelo azul da imensidade; imersa numa luz serena e fria, branca como a harmonia, pura como a verdade. E entre a luz do luar e os sons e as flores,, na atonia cruel dos grandes arredores, o melro solitário, jazia inerte, exânime, sereno, bem como outrora a mãe do Nazareno na noite do calvário!... segundo o seu costume habitual, logo de madrugada o padre-cura foi para o quintal, levando a bíblia e sobraçando a enxada. Antes de dizer missa, o velho abade inevitavelmente tratava da hortaliça e rezava ao Deus Padre Onipotente vários trechos latinos, salvando desta forma juntamente, as ervilhas, as almas e os pepinos. E já de longe ia bradando! -- Olé! dormiram bem!... estimo... eu lhes darei o mimo. canalha vil, grandíssima ralé! então vocês, suas almas do diabo, julgavam que isto que era só dar cabo da horta e do pomar. e bico alegre e estômago contente, e o camelo do cura que se aguente, que engrole o seu latim e vá vigiar!... grandes larápios! era o que faltava vocês irem ao milho, e a mim mandarem a fava! Pois muito bem, agora que vos pilho, eu vos ensinarei, meus safardanas! vocês são mariolões, são ratazanas, tem bico, é certo, mas não tem tonsura... e nas manhas um melro nunca chega as manhas naturais de um padre-cura. O melhor vinho que encontrar na adega é pra hoje, olé... que bambochata! que petisqueira! melros com chouriço!... e então a Fortunata que tem um dedo e um jeito para isso!...hei de comer-vos todos um a um, lambendo os beiços, com tal gana enfim, que comendo-vos todos , mesmo assim eu fico ainda quase que em jejum! e depois de vos ter dentro da pança, depois de vos jantar, vocês verão como o velhote dança, como ele é melro e sabe assobiar!... Mas nisto, o padre-cura titubeante, quase desfalecendo, atônito de horror , parou diante deste drama estupendo! O melro, ao ver se aproximar o abade, despertou da atonia, Lançando-se furioso sobre a grade do cárcere. Torcia, para os partir, os ferros da prisão, crispando as unhas convulsivamente, com a fúria de um leão. Batalha inútil, desespero ardente! Quebrou as garras, depenou as asas, e alucinado, exangue, os olhos como brasas, herói febril a gotejar em sangue, partiu num voo arrebatado e louco, trazendo, dentro em pouco, preso ao bico um ramo de veneno, e belo e grande e trágico e sereno, disse! -- Meus filhos, a existência é boa só quando é livre. A liberdade é a lei, prende-se a asa, mas a alma voa... Ó filhos, voemos pelo azul!... Comei!" É mais sublime do que Cristo, quando morreu na cruz, maior do que Catão, matou os quatro filhos, trespassando quatro vezes o próprio coração! Soltou, fitando o abade, uma pungente gargalhada de lágrimas, de dor, e partiu pelo espaço heroicamente, indo cair , já morto, de repente num carcavão com silveirais em flor. E o velho abade lívido de espanto, exclamou afinal! "Tudo que existe é imaculado e é santo! há em toda miséria o mesmo pranto e em todo coração há um grito igual. Deus semeou de almas o universo todo. Tudo foi feito com o mesmo lodo, purificado com a mesma aurora. Ó mistério sagrado da existência, só hoje te adivinho, ao ver que a alma tem a mesma essência, pela dor, pelo amor, pela inocência, que guarde um berço, que proteja um ninho! só hoje sei que em toda criatura, desde a mais bela até a mais impura, ou numa pomba ou numa fera brava, Deus habita, Deus sonha, Deus murmura!...Ah, Deus é maior do que eu julgava...! E quedou silencioso. O velho lundu, das suas crenças antigas, num momento vi-o sumir exausto, moribundo, nos abismos sem fundo do tenebroso mar do pensamento. e chorou e chorou... a Igreja, a Crença, rude montanha , pavorosa, escura, que enchia o globo com a sombra imensa dos seus setenta séculos de altura; o Himalaia de dogmas triunfantes, mais eternos que o bronze e o granito, onde aos profetas Deus falava dantes, entre raios e nuvens trovejantes, lá dos confins sidéreos do infinito; esse colosso enorme , em dois instantes viu-os tremer, fender-se e desabar numa ruína espantosa, só de tocar-lhe a asa vaporosa de uma avezinha trêmula a expirar!... E arremessando a bíblia , o velho abade murmurou! "há mais fé e há mais verdade, há mais Deus com certeza nos cardos secos de um rochedo nu que nessa bíblia antiga... Ó Natureza, A única bíblia verdadeira és tu!...

 NOTA - Os melros quando lhes encarceram os filhos envenena-os. Muitas vezes, deixando-os vivos, arranca-lhes a língua! Nem todos assassinam os filhos. Só os mais extraordinários e heroicos. O que demonstra que a ação é livre e não um simples produto de uma fatalidade orgânica.







DEVANEIOS - DE "ONDE ESTÁ ELE" (170214)

Tenho Cara De Antigamente, Quando "Espirais Sentinela" Com Sua Fumaça Espantava A Muriçoca
ERA VERDE, SÓLIDA, REDONDA, SEM CHEIRO E SOBRE UMA LÂMINA

Equilibrista Sobre Tronco Na Abertura De Um Túnel

Edélvio Coelho Lindoso sábado, 16 de novembro de 2013 
DEVANEIOS - DE 'ONDE ESTÁ ELE' 

Para meu filho Gil, onde encontrei hoje dentro de um livro empoeirado, um recorte de jornal amarelado, escrito com uma letra conhecida "meu Pai" e datado de 251184, há vinte e nove anos atrás. De M. CARAUTA.

 Para onde foi o menino encabulado e inseguro, que afirmava ser valente mas tinha medo de escuro.  Que adorava ouvir histórias e rodopiar piões e a noite olhava as estrelas a procura de balões! Colecionava "chapinhas" de garrafas, - seu tesouro! No mundo do "faz de conta" eram moedas de ouro...    Onde anda aquele pirralho caçador de passarinho que sonhava ir ao cinema ver os filmes de mocinho!  Onde    está aquele garoto, de braços nus, tênis roto, blusa velha , sem matiz, que seguia para a escola sem dinheiro e sem merenda, mas que era muito feliz! Onde se oculta o maroto que um dia amou de verdade a professora que tinha muitas vezes sua idade! Ele cresceu, simplesmente, tornou-se um homem descente e hoje caminha seguro... não gosta de ouvir histórias, perdeu o medo do escuro... Não brica mais com piões e a noite lendo os jornais, não se lembra de balões. esqueceu o passarinho e os filmes de mocinho.  Calça sapatos de couro, usa cronômetro de ouro e roupas sofisticadas, faz viagens programadas anualmente a Paris... Ficou cevado e rotundo,conseguiu vencer no mundo, mas nunca mais foi feliz.

 Postado por Edélvio Coêlho Lindoso às 13:13



DEVANEIOS - DE COISAS VÁRIAS (170214)

Tenho Cara De Antigamente, Quando Estelionato Era Roubo Por Enganação
ACHAQUES NA ÁREA POLÍTICA SÃO CRIMES IMPERDOÁVEIS

Sol Alto Sobre Águas Negras

DEVANEIOS Edelvio Coelho Lindoso sábado, 16 de novembro de 2013

 DE COISAS VÁRIAS 

Si vis Pacem  Para Bellum - Queres a Paz, prepara-te para a Guerra.   Casamento é loteria desde os tempos de Labão, Jacó recebendo Lia, pegou aproximação.   Nesse caso de mulheres o desencontro é frequente, se de uma a gente gosta, outra é que gosta da gente.    Não confunda Fé com Superstição.  Quando a Bíblia vira "A PALAVRA", ela vira talismã; apenas serve como desodorante,   O AGNUS DEI é a proteção das velhas virgens nas procissões.   Do desconhecido se tem medo, não amor.   O Amor requer presença para todos os SENTIDOS.   Louvação indica temor e temor indica medo.   O Pai do Céu é batuta, ele não cai lá de cima (linguagem minha, de criança, aos quatro anos).   Cavilação e histeria são o culto dos ignorantes.        A lagarta verde com mil pés, come a folha que lhe dá abrigo, o andar é curto, se encapsula e explui com lindas asas voejando em grupo, borboletas irmanadas, para novo e mesmo ciclo começar.    O que eu digo a respeito do Amor a Deus é que ele é intuitivo e fisiológico, e que sua expressão verdadeira é a de temor e medo.    Deus não é captável pelos Sentidos porque é Espírito e os espíritos não são visíveis, não são audíveis, não são olfatáveis, não são oralizados e não são palpáveis.    O Ser humano que tudo apreende pelos sentidos, precisa no mínimo uma imagem para expressá-la quando da invocação. Dai, nessa ignorância cruel, as danças, as loas, o histerismo, as cavilações e tudo mais que os sensibilíssimos humanos puderem inventar, e quanto mais inventa, mais distante fica da presença da Quintessência Espiritual do Criador de todas as coisas. As coisas que contêm o bem, são as mais agradáveis à Ele.

DEVANEIOS DE ÁGUA DE BEBER (170215)

Tenho Cara De Antigamente, Quando "Nove Horas"."Lero-Lero", "Gueri-Gueri" eram
IGUAL A "NHEM-HEM-HEM", "NÃO-ME-TOQUES"  E "CHOVE-E- NÃO-MOLHA"

Liberdade

Reclame De Remédio De Antigamente

Na jarra, no cântaro, no cantil, na moringa, na quartinha, na cacimba, no poço, na fonte, no olho d'água:  Na jarra bojuda, cor de barro, com o fundo no chão sempre molhado, fria, onde o homem da higiene passava com uma lanterna iluminando da borda até o fundo e depois escrevendo num sei o quê num papel quadrado, com quadrinhos, pregado no fundo de uma janela alta;  lembranças de criança em 1939, aos cinco anos, em Olinda, rua do Amparo;  No cântaro, jarra bojuda com duas asas, lado a lado na semi-escuridão de um socavão onde passavam tropas de burros, jegues, cavalos, entre o Rio de Janeiro e São Paulo, dando o nome de Cantareira àquela serra com potencial hídrico imensurável, no Brasil Colônia, hoje volume-morto, com fundo cauterizado igual às das Catingas;
  No cantil pendurado na cintura de um soldado em guerra;  Na moringa ou na quartinha, primas entre si, obras artesanais em barro, deixadas às noites no lado de fora das janelas e pra na manhã seguinte
prenhes de água geladinha como as madrugadas, serem degustadas.  Considere-se que não havia ladrões para essas preciosidades;  Na cacimba, ah a cacimba;  as tinham pessoas com casas próprias, no fundo do quintal, próximas das suas paredes.  Eram cavadas no chão, profundamente até alcançar o lençol d'água onde fosse, e uma corda acima da boca acimentada ou em pedras, passando por uma engenhoca rolante e com uma lata na ponta, sempre com uma pedra pesada numa vara de metal de lado a lado dessa vasilha, para emborcar quando no fundo chegasse, enchesse o vasilhame com água pura, filtrada pela Natureza, geladíssima  com sabor de coisa angelical;  No poço, esse uma cacimba natural, encontrada já pronta e naturalmente usada por todos os viventes, descacimbados ou não;  No olho d'água, essa maravilha da Natureza, um fosso onde na superfície descobre um declive e vai distribuindo aos filhos de Deus os seus dotes, construindo seu leito vida à fora, ou jorrando de paredes de barro sólido, como torneiras, essa água de vida, sem cobrar um tostão.

DE NANDO CORDEL
Filho de Ipojuca, emprestado à Ponte dos Carvalhos-PE, poeta nato, nos fazendo chorar por estar se extinguindo, sem ânimo para mais construções com a "ÁGUA DE CACIMBA".  "você Endoideceu Meu Coração;  Você É Como Água De Cacimba, Limpa, Doce, Saborosa, Todo Mundo Quer Beber."

Por quê poetas são assim?  Nascem, aparecem, encantam, hipnotizam e somem!  Por quê?  Peninha, Roberto Carlos, até o Chico Buarque.  São criaturas raras, são artistas das palavras, com muita intimidade com Deus, mas desprovidos de cola.  Essa virtude muito incomumente é perene.  Acho que esses embalos são assim monitorados porque a vida do labor braçal  é essencial e essa secura agrestina de sabores do espírito equilibram a natureza obsequiando-a com o alimento físico e o do Espírito.

Afaguemos com calor esses espíritos quando eles aparecem, para que não desfaleçam quando entrarem na escuridão do esquecimento.  Eles merecem isto, de nós.  No nosso silêncio os invoquemos para lhes dar um preito de gratidão.













DEVANEIOS - DE "OI, ESSA MENINA" (170215)

Tenho Cara De Antigamente, Quando Era Tempo De Zelita em 1951 - 26/16 (170215)
A GUARDA NACIONAL VENDIA PATENTES MILITARES

Entre Lua, Entre Fores, Entre Água

Tenho Cara De Antigamente, Quando Mentir Mentira O Nariz Crescia
TEMPOS BONS, TEMPOS DE PÃO SOVADO E DE ALFELÔ
Reclame De Remédio De Antigamente

A bichinha tá com raiva?  Bichinha, não, bechinha, com be aberto, de bela.  Tá bom, essa menina, mas o que foi que aconteceu, foia a camélia que caiu do galho, deu dois suspiros e depois morreu?  Não, foi o portuga que buliu com eu.  Oxente, quem mandou esse indecente mexer contigo?  

Bom, empevitou-se a cabroxinha:  esse vendeiro da pá virada é quem fornece coisa lá pra casa.  Minha mãe mandou eu comprar pasta dentrifícia e esse debodegado saiu-se com gracinha.  Já se viu; eu sou moça de respeito.  Enpinou-se, peitinho arrebitado, bundinha pra cima, olhinho se revirando, mãozinha na cintura e recitou:  eu não sou a mãe d'água mas sou a rainha Lua.  

O Sr. interrogou.  O que esse mandrião arrumou!  A cabritinha falou: perguntei à ele:  tem paista rossi, daquela que mamãe goista?  --Tem não, nega besta, tem boista, tua mãe goista?  

O seu Perclúcio, homem semi-abastado, de olho no períneo dela, levantou-se nas pontas dos sapatos e disse, bem dito:  Isso é impropério, é crime de vilipêndio, se a bechinha quiser eu peço pro linguarudo, a prisão perpétua.  Não sabia ele que a bechinha tinha uma queda pelo linguarudo, que ele gostava quando ela ia lá e quando pensava que a ia agarrar, a bechinha se escafedia.  

A mulata bonitinha, marronzinha, novinha, sacudidinha, cheia de gueri-gueri, ouriçava o trás-montino e agora arrepiava o rábula da cidade.  O Sr. prende aquele macaco, e quantos cruzados tenho que lhe pagar?  --Nem se incomode com isso, rainha Lua, e olhou disfarçadamente o tremelique dos quadris da nova cliente.  No entardecer, no lusco-fusco do crepúsculo, na beira-rio vos espero para trancafiar esse boi-ladrão.

Conversados, cada um pro seu lado, e a energúmena passou se requebrando na esbórnia da paista rossi;  contou ao aceso isbero que o rabugento remexedor de papéis tinha dado em cima dela e que ele fosse com paista e tudo de noitinha na borda do S. Francisco pra defender uma coisinha que já era sua.  Foram, os três;  a ladina deu uma de mãe-d'Água, e enfurnou-se de cabeça nas ondas medrosas;  O avantajado europeu fedendo a bacalhau avançou no pequeno e míope lambedor de papel com um tamanho pau de "self", enquanto o pequenino com a lei na mão deu uma cambalhota na praia e já a miuçada aplaudia o quebra-pau e de dentro do rio a molhada donzela corria roubando a mercadoria que tento trabalho deu à ela.

Nada de racismo, o marron contrasta com o branco, que combina com o estrábico,  Viva, Vivaaaa






terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

DEVANEIOS - DE MINISTÉRIO DE COLONIZAÇÃO DE ISRAEL (160214)

Tenho Cara De Antigamente, Quando Cadelagem Era O Epíteto Dos Atos  De israel
AMIGOS DE TODAS AS SATANAGENS

Natureza, Chuva E flores

 DEVANEIOS

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

 DE MINISTRO DE COLONIZAÇÃO DE ISRAEL

Tenho cara de antigamente;  sou do tempo em que cola era fila

Edélvio Coelho Lindoso

 

    Notícia de hoje, 13 de novembro de 2013;  "Colonização deve ser "Colonização deve ser inteligente e
coordenada", diz ministro de assuntos estratégicos , de Israel.  Por que esse
eufemismo, por que mão se usa o nome real para esse ministério, como
ministério de colonização!  Neste mesmo dia foi avisado por Nethanyahu a
suspensão da construção de vinte mil casas na Cisjordânia e em Jerusalém
Oriental.  Cadê a coordenação, cadê a inteligência.  Esse Nethanyahu não é
bonzinho por essa interrupção;  isso é apenas um adiamento de um costume
blasfemo israelense de rapinar do mais fraco o que é seu, como terras, vidas , 
orgulho e brios.  Está nesse mesmo momento, em Genebra, se tratando de
outra rapinagem, dessa vez contra Teerã, que é sumamente mais importante
para americanos, que palestinos para israelos.  Esses aliados, EUA, Israel e  Reino  Unido, como suporte, querem aplicar um definhador na vida do Irã.  Dai, a conveniência de se suspender a máquina infernal de produzir sofrimento em Palestinos, até se conseguir dobrar o Espírito de nacionalidade dos iranianos.  Será que vão ter sucesso nessa bandidagem!  E se resultar num fiasco!  Será novamente adiado o sofrimento e a dor dos Palestinos enquanto haverá um recrudescimento das ganas assassinas contra o Irã?

Esse trio representante dos "ILUMINATTI" é o que de mais perigoso existe no momento sobre o Planeta Terra.  Essa troika encastelada em Jerusalém e de lá usando o trino poder sobre de comando o mundo.  Quanto sangue irá correr!  E é no meio desse horror que os Palestinos vão tentar ver de volta seu orgulho de criatura de Deus.  É insuportável a soberbia dessa santíssima trindade, mas pode ser que seja esse o caminho julgado por Deus, mais efetivo e indicado para moer a intemperança desses colonizadores modernos.  Quem muito quer, sempre se ferra.