quinta-feira, 26 de setembro de 2019

DEVANEIOS-DE ELEITOR RUIM, POLÍTICO RUIM-(13/15-615) (1801014)

Tenho Cara De Antigamente, Quando A Pesca De Eleitores Nas Mais Baixas Camadas Sociais Era A Mais Promissora
ERA E É, E COMO RESULTADO, PÉSSIMOS POLÍTICOS

sábado, 18 de outubro de 2014

DEVANEIOS - ELEITOR RUIM, POLÍTICO RUIM

Tenho Cara De Antigamente, Sou Do Tempo Da Antiga Ponte Giratória Em Racife-PE
SAUDADES DO GURY E GLOBO JUVENIL, DO CAPITÃO AMÉRICA
Pássaro E Origem Desconhecidos

ELEITOR RUIM IGUAL À POLÍTICO RUIM





Quinta-feira, 13 de junhode 2013
Antes de tudo ordene-se a desobrigação do voto. Isto é uma aberração numa democracia. A pobreza na forma da lei, beira a miséria; o analfabetismo ou o semi alfabetismo estão na borda inferior da escala social e ai está formado o grande viveiro de votos para políticos desqualificados. Estes vão ai pescar eleitores; beijam-se e se deixam abraçar, num espetáculo bizarro e assim ultrajam a beleza da democracia. É  a junção do corrupto com o corruptível; o primeiro por ter a alma leprosa e o segundo pela força da gravidade do estado de necessidade. Eleitor ruim, político ruim.



FONTE DE POL'ITICOS CRASSOS (1)
Sabado, 15 de junho de 2013
Pássaro E Origem Desconhecidos

Essa última fonte não é um rio nem um mar, é um oceano com peixes de má qualidade e vai ser descrito em três dimensões. Trata-se da religião, elemento totalmente incompatível com atividades políticas. Por religião se mata e morre , é pura combustão . Lembram-se da Santa Inquisição, movimento patrocinado pela Santa  Madre Igreja Católica em Portugal, e dos Reis Católicos de Espanha, no massacre contra os judeus sefarditas, que tinham a chance de escolher entre a espada e a  fogueira se abjurassem da fé, e a liberdade se se convertesse ao catolicismo! dai o fenômeno dos judeus novos, com nomes que se referissem à natureza, como: Oliveira, Pereira, Coelho etc..(serei eu um judeu novo?). Lembram-se das Cruzadas, tropas arrebanhadas pelos nobres em suas terras, para executar os partidários do Islam, no Oriente Médio, dentro dos seus próprios limites? Lembram-se dos genocídios entre católicos e protestantes, na Irlanda? São alguns exemplos. Depois da Revolução Francesa, no advento da República, foram criados Estados laicos e constitucionalizados. Políticos nos Governos e religiosos nos seus templos.

Primeira onda no Brasil, da investida religiosa na área política, no aparecimento em 1977 da IURD, Igreja Universal do Reino de Deus. Uma nova seita, pentencostalizada, cheia de apelos místicos e mistérios por conta de seu líder intitulado Bispo, Edir Macedo. Esse homem de inteligência acima do normal, criatividade, idem, invencionices e coisas tais. Inventou a Teologia da Prosperidade, que as massas que o seguiam, na maioria de baixa escolaridade, além da fome de Deus, eram animados a barganhar com o Todo Poderoso e crescer socialmente sem sabor de pecado. Espetacularizava toda as suas reuniões como faria um circo. Isso já era usado em Roma:"Pão e circo", para entreter o poviléu e encher a sua arca. Inventou ainda a marca registrada de seus súditos pastores: a voz artificial criada por fonólogos, de som rascante e metálico. Parecia mesmo uma tatuagem sônica. E os milagres? Em pleno Maracanã, com a arquibancada e parte do gramado alugados por expressivas moedas, convenceu a multidão hipnotizada a jogar os óculos na arena. Foi um monte. Houve cura, deu certo, eram todos os que agiram assim, pseudo doentes? Não sei, mas em tempos seguintes, as casas de comércio chamadas óticas, se multiplicaram. O próximo número, em outro momento foi as jogadas de muletas, bengalas e cajados; e grande bulício, agitos, marolas e o circo estava armado. Os obreiros e toda a hierarquia recebiam aulas para como arrecadar dinheiro; eram técnicas e artimanhas do arco da velha. E a seita e o Edir prosperavam, muitíssimo, pela graça do pai. Essa Igreja era um empreendimento; TVs, rádios, avioes, prédios; tornou-se multinacional. 170 países, cinco continentes, oito milhões de fiéis; A Forbes estimou a fortuna do Edir em dois bilhões de reais(hoje). Só a nossa Fazenda não pode interferir  

FONTE DE POLITICOS CRASSOS (2)
Sabado, 15 de junho de 2013

Pássaro E Origem Desconhecidos













A Fazenda brasileira, por impedimento constitucional não pode interferir no cofre de seitas religiosas. "Bisurdo", desde que ventos indiquem má conduta, especialmente destas novas seitas, esta cláusula de nossa Carta Magna deve ser anulada; se se pudesse voltar no tempo, desde 1977. Faça-se isso hoje, agora, nesse momento. A IURD só não se deu bem na sua ganância política, em Portugal. Quis, investiu mas foi contida e escorraçada. Não conseguiu injetar representantes no Governo e demais Casas Legislativas. Viva os Lusos. Aqui em nossa casa ela deita e rola; os Bispos Rodrigues, este tão cristal, com a mão deformada de tão grande, foi eliminado das fileiras da Igreja, e o Crivela já tiveram essa honra. Não são só as almas que toca seus interesses, é o Poder  também, e o nosso Congresso agora está cheio dessa corja do mal; está ligada a luz amarela, mas deveria estar e já era a vermelha. Atenção.

SEGUNDA ONDA - É a hora dos filhotes do Edir. A maioria dissidentes. Aprenderam os macetes, e deram mau gosto ao caldo. São ricos, bossais, estridentes e não são do bem. São centenas; chegaram aos borbotões e se um dia forem embora sairão em conta-gotas. São os Valdemir Santiago, Silas Malafaia (este é doce e meigo como o Nazareno. Espaçoso e gritão e quase tira a Marília Gabi Gabriela, a melhor  entrevistadora do Brasil, do seu lugar e o assume, como um predador. Deus que nos livre de tamanha petulância) R.R. Soares, Estevão Hernandes e uma penca incontável, já pendurada nos cabides da Câmara.

TERCEIRA E ÚLTIMA ONDA - A mais feroz, aparentemente menos zoeiros mas persistentes e brigadores. A Assembléia de Deus aportou no Brasil em meados do século dezenove, com toda a tropa do 
 rodapé  social. Os Estados Unidos da América, ingleses americanizados, que usurparam o nome do co ntinente prá si, depois de várias formas de diplomacias até o "Big Stick" (o chicote) para domar o Novo Continente do norte ao sul, resolveram usar a política da boa vizinhança. Nos  deram de presente o "buguiug"' e muita religião; gente formada, com dupla profissão, que usava com perfeição o microscópio, a luneta, para farejar o espaço, as profundas, as águas de mares e rios e nossos limites. Há que se louvar com desprezo o "time" do irmão do norte, que tomou para si a descoberta do espanhol Colombo e que tem um DNA hegemönico. A Igreja Romana tremeu mas os crentes ficaram, cresceram e se multiplicaram.
Os assembleistas hoje, cindidos, têm dois grupos: os tradicionais ou históricos que precisam colocar uma placa no templo com essa explicação. A nova seita registra cada templo com números de um ao infinito. A pressa da prosperidade insufla isso; a necessidade de poder insufla aquilo. Muito espetáculo, muito milagre, muito mistério e muita fuga de alvo espiritual  a procura de poder e mando. Ali o dinheiro nada de braçada. TVs, rádios. avioes, trezentas lanchas tipo corredor de ônibus, etc..
FONTE DE POLITICOS CRASSOS (FIM)
Sabado, 15 de junho de 2013
Pássaro e Origem Desconhecidos

Estávamos falando dos assembleistas. Já vi a Marina e o Garotinho aqui pedindo a Benção ao DONO dessa Igreja, que tem um canal de TV permanente no ar. É um poder e tanto e estendido até o Estado do Acre. O Pastor Câmara tem um filho Coronel  que já foi Comandante da Polícia Militar e outro filho, diácono da mesma Igreja que é Deputado Federal; havia um acordo entre ele e outro Deputado do Pará em que as esposas deles assessoravam cada uma, o outro amigo Deputado; um comportamento exdrúxulo pelo fato de se tratar de um Evangélico com posição eminente na religião que comunga, de quem se espera retidão, além de ser um representante do povo, pela mesma razão. Hoje, esse problema não mais existe por que sua esposa  é também Deputada Federal, pelo Estado do Acre. Como explicar a sede de domicílio do casal, vez que um representa o Amazonas e outro representa o Acre é mistério de maçonaria. Essa leniência que permite atalhos de conduta entre gente confessional, justifica a mistura religião versus política que sempre desemboca em bandalha. É nesse mar profundo onde se pesca o rebotalho que sintetiza o "eleitor ruim, eleito pior". A sede do telefone 190 que foi inaugurada, não tem um ano, está repleta de adeptos da seita em retribuição ã troca de favores entre os grupos Igreja, Estado. Uma pessoa um dia ligou para o tal número para se queixar da estridência de um som instalada no fundo de uma pequena van, virada na direção de apartamentos, onde estremeciam paredes e vidraças e impedia ouvir jornal na televisão ou se comunicar pela internet. Não houve acordo com um rapaz de vinte e poucos anos que monitorava o som por que ele alegou que ainda não era vinte e duas horas e o festejo ao ar livre do aniversário de uma pastora da grei, estava começando naquele momento. Xingado por um crente de bermudas e de cabelos brancos, de vagabundo, o queixoso retirou-se e novamente ligou o 190. A ALGAZARRA OUVIDA PARECIA A D.E UMA SALA DE AULA EM INTERVALO, COM ASSOVIOS E CANTOS DE LOUVOR. QUEM ME ATENDIA, PARECE QUE NÃO ENTENDIA O USO DAQUELES FONES DE OUVIDO QUE ELE USAVA, MAS A PATOTA NÃO, DE FORMA QUE O QUEIXOSO OUVIA TODA A PARAFERNÁLIA.  FALOU QUE HAVIA PASSADO A RECLAMAÇÃO PARA A POLÍCIA E QUE  NADA MAIS SABIA (?). DEPOIS, VIROU-SE PRÁ TURMA E DISSE: E AQUELE SUJEITO QUE ESTÁ APERREANDO OS IRMÃOZINHOS.  CONTINUO DIZENDO, ELEITOR RUIM, POLÍTICO RUIM.











quarta-feira, 25 de setembro de 2019

DEVANEIOS-DE METTÁSTASE-(060613 /130116 / 020217)

Tenho Cara De Antigamente, Quando Os Partidos Políticos Nunca Foram Simplesmente Três
HOJE SÃO 39 À CAMINHO DOS ALÉM 500

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

DEVANEIOS - DE METÁSTASE

Tenho Cara De Antigamente, Quando Parvoíce Era Abestalhamento
AMBOS SIGNIFICAVAM DESEQUILÍBRIO MENTAL

Pássaro Lindo Mas desconhecido

Quero ressaltar esse título que já  existiu em 060613 e foi arbitrariamente apagado do meu computador,  Eu o estou ressuscitando.  'Tá na moda.  São 39 Ministérios;  posso parafrasear o Ministro JB, do STF, quando chamou de partidinhos o imensurável número de partidos, sendo criticado pelo Executivo e pelo Congresso.  Hipócritas os críticos.  Os ministros impublicáveis, ministrinhos, estão ali para não ficarem no sereno.  São subprodutos de uma metástase.  Os partidos, sidem.  

A coisa é tão séria que a cada divergência um membro se afasta  e cria um novo partido, provavelmente em breve iremos ter 594 partidos, que são os números de deputados e senadores, no congresso.  Mais uma síndrome de metástase.  Agora vejam fora do mundo político.  Essa abusada competição entre evangélicos;  um converso olha da plateia da igreja, a honilética e os trejeitos do líder e tendo a vocação da oratória, labioso que é. sai a campo e forma sua própria igreja.  Primeiro uma barraca de lona, depois paredes de alvenaria, depois anfiteatro com 6 mil lugares.

Ao custo de 11 milhões de reais arrecadados ao cabo de 1 ano.  Essa é a metástase mais lucrativa, uma grande lavanderia que segue incólume, sem chamar a atenção da Fazenda Nacional.  Antes eram só as procissões católicas com enormes cortejos atrás da berlinda.  Metastaticamente vieram os roldões de escolas no sambódromo, depois os trios elétricos na Bahia, , agora acalorando as marchas por Jesus e finalmente a escancarada  parada do orgulho gay, com caricaturas infernais, com caras satânicas e boçais.

Tudo que meu pai chamava de mimetismo e nós chamamos de macaquice.  Pouca originalidade e muita vivacidade para coisas não muito santas.  Os partidos serão três com nuances à direita e à esquerda, dando a leveza que o governo merece e precisa.  Os eleitores não obrigatórios, votarão nas legendas e seus significados e nada de títulos e falsetas dos candidatos, só a identidade civil.  Nem pastor, cremilda do iaoetec, zé da verdura, joão pezão.  Esse é um ato sério, merece respeito.  Esperamos um corajoso que assuma essas ideias e as leve adiante.



terça-feira, 24 de setembro de 2019

DEVANEIOS-DE DIVINZAÇÃO DE ELEITOS POLÍTICOS-(0400613 / 100614 / 010616)

Tenho Cara De Antigamente, Quando O Eleitor Mantém Relação Afetuosa Irreal Com O Votado, Como Um Cheque Sem Fundo
NÃO CHORE NEM RIA-SE, APENAS IRRITE-SE

quarta-feira, 1 de junho de 2016

DEVANEIOS - DE DIVINIZAÇÃO DOS POLÍTICOS ELEITOS-(010614) (040613)

Tenho Cara De Antigamente, Quando Se Pedia O Voto e Quando Se Ganhava O Voto
DESAFIO O VOTISTA QUE CONSIGA FALAR COM O GAIATO ELEITO

Palestina E Criança Desesperançadas Da Vida

domingo, 1 de junho de 2014


DEVANEIOS - DE DIVINIZAÇÃO DOS POLÍTICOS ELEITOS - 22/37 (010614) (040613)


Mao-AM edélvio (eu) e glauce
Tenho Cara De Antigamente, Sou, Do Tempo Em Que Janela Era Postigo
O QUE SE GANHA EM QUANTIDADE  SE PERDE EM QUALIDADE

terça-feira, 4 de junho de 2013


DEVANEIOS -DIVINIZAÇÃO DOS POLÍTICOS ELEITOS

Dois cidadãos comuns. Um deles segue sua vocação e se candidata a um cargo eletivo. É eleito e diplomado. Torna-se deputado ou senador. Ai começa  o fenômeno divinatório. Perde a capacidade  de se comunicar pelos sentidos e vira essência. É  auto-suficiente e desnecessita de eleitor. Quebrado esse vínculo dá-se início a outra etapa do processo; a  auto-louvação e a construção de um mini-ditador; só o começo; esquece que no anonimato da massa, um antigo cidadão comum e seu eleitor continua existindo, e bem pode , vez em quando ter uma ideia brilhante, parida pela necessidade ou pela observação, ou pela curiosidade criativa.

Tenho um amigo que é fissurado pelo PSOL, Partido nascido de uma inquieta senhora que é inteiramente canhota, e que leva pós si um razoável caudal de seguidores. Infelizmente a caminhada de um visionário é quase sempre interrompida por obstáculos. Nossa alagoana encolheu-se e seus pósteros divinizaram-se. Este pequeno Partido, tal e qual a viúva do óbolo,tem apenas três representantes na Câmara; no Senado, um representante; quatro ao todo, no Congresso; 0,5% insultante  representatividade; mas, como a viúva, é o todo, é o tudo, é o PSOL no Congresso, com o brio dos 99,5% restantes, barulhentos frequentadores daquela Arena.  É com esse brio que Ele pedirá e será atendido, uma audiência, à Presidente da República. Lá o porta-voz se explicará e porá à disposicão da magna criatura, o pensamento e sugestão do vil cidadão comum, nao divinizado e apenas invisível na multidão, que reza sob o título:  SEGURANÇA PÚBLICA IGUAL A  PAZ SOCIAL.

Ivan, Alencar, Jean e Randolfe, tirem os véus dos rostos, como Isis, a Deusa Egípcia fez.

sábado, 21 de setembro de 2019

DE MEUS 9 ANOS-(3) -060514-070515- 220616)

Tenho Cara De Antigamnte, Quando 2 Paralelas Chegam Ao Fim
 E NO MEIO ESTÃO AS SURPRESAS

quarta-feira, 22 de junho de 2016

DEVANEIOS - DE MEUS 9 ANOS (3) (070515)

quinta-feira, 7 de maio de 2015


DEVANEIOS-DE MEUS 9 ANOS (3) (070515)

Tenho Cara De Antigamente, Quando Aboletado Era Alojado Por Boleto Imperial
NO BRASIL COLÔNIA, PAPEL PREGADO NA PORTA DA CASA PARA APROPRIAÇÃO REAL

(M E M Ó R I A)
1987-Novo Hotel-Morumbi-SP-Glauce-aos 52 anos E Fernando

(M E M Ó R I A)

terça-feira, 6 de maio de 2014


DEVANEIOS - DE MEUS 9 ANOS (3)

1940/1945 (1942)

Olhem a sombra ao pé do casarão onde morei durante seis anos;  Pode ser onze horas ou treze horas, mas era o ano de 1942 e eu tinha nove anos.  No lado da sombra estava a porta de entrada;  na frente ensolarada, três janelões num quarto imenso onde dormíamos quatro crianças e duas primas; No primeiro andar, Dr. John Mein, americano e D. Elishabeth, inglesa.  Ali curti dos seis aos onze anos, tempo da Guerra.  

Minha irmã Marlu tinha uma amizade grudenta com a Sônia Correia Lins, irmã de Sílvio;  gordinha, baixinha, miopezinha e educadinha;  morava no bairro de Espinheiro, mais ou menos próximo de nós,  lugar chique em casa com paredes externas cobertas de heras trepadeiras verdíssimas e vinha todos os dias `à tarde, de bicicleta, fruta rara e capaz de abrirem-se todas as janelas de uma rua para apreciá-la.  Não existindo as expressões de hoje, como legal e bacana, dizia-se batuta.  Não tinha luxo e me deixava ficar naquela calçada em sombra, indo e vindo com a sua máquina quando minha altura pouco dava para lhe sustentar os dois  guidões.  Em tempos de guerra, ali era tempo de paz;  não havia riscos quanto aos bondes nos seus trilhos,  não havia malfeitor nem ladrões. Como pode o comportamento das gentes em setenta anos mudar de ótimo para péssimo, de se ver a maldade das almas expluírem assim para infernizar um antigo céu! A Sônia hoje é uma Dentista ai no Sul e a Marlu, uma pedagoga aqui no Norte.  E a vida surpreendendo `à todos.

Naquele tempo ainda havia a praga da tísica que ceifava muitas vidas ainda jovens.  Dizia-se de gente perguntadeira, que tinha ouvido de tuberculoso.  Era uma doença tão marcante e tão temida pelo medo de contaminação, pelo nojo que causava o catarro amarelento do escarro que era um sofrimento moral bravo de quem tinha  a má sorte de a possuir.    Por isso ficavam de orelhas espertas e em pé para verem se estavam sendo notados e discriminados.  Minha querida Tia Maria, irmã de meu pai, casada com um homem boníssimo de alma e coração, o Tio Luiz, saiu do Pina e foi pra nossa companhia naquele casarão;  Ficava conosco os seis meninos naquele imensidão de quarto, com minha mãe como enfermeira e sua auxiliar, d.Maria da venta-chata, negra da antiga escravidão, de carapinha inteiramente branca, queridíssima de todos nós, nas aflições e nas alegrias.  O meu querido Tio Luiz também tinha uma bicicleta e na garupa um enorme cesto quando ele chegava diariamente carregando uma infinidade de verdes para amada mulher, num amor mais próprio daqueles tempos.  Assim foi e se mudaram para Vitória de Santo Antão de clima apropriado para estes males.   Quente como é o Nordeste, mas ao cair da tarde, repentinamente a temperatura desaba para bate-dentes comuns naquelas plagas.  Viveram muito os dois e num momento voltaram para sua casa, no Pina;  num outro momento ambos atropelados por um auto se despediram juntos, deixando órfãos seis filhos queridos.

Enfim meu queridíssimo Tio Amaro, irmão da Tia Maria e do meu Pai.  Modesto, no nosso casarão, num mês de junho chuvoso, com cheiro de pólvora e enorme fartura de milho verde, de canjica, de pamonha e de balões hoje proibidos, numa enorme belezura.  No quintal de nossa casa, um mundão de mangueiras, Rosa, Espada e manguitos comuns cheirosos como se fosse um fruto-copo cheio de refresco.  Que infância maravilhosa. Meu Pai, o Pastor Lívio, fechava um pouco os olhos contra a sua ranzinzice religiosa  e até uma fogueira em qualquer São João, fizemos.  Numa algazarra meio torta, parecendo festa junina e também festa natalina, enchíamos frasquinhos pequeníssimos de extrato que era o nome do que hoje é perfume, então passávamos extrato em vez de "sprayar" perfume, com papel crepom de várias cores, que a qualquer toque de água coloria o conteúdo dos frasquinhos que estavam amarrados nos galhos secos de mangueira, para quem quisesse levar, e alegrar os coraçõezinhos de nossa fraternidade infantil, pelo reconhecimento das gentes grandes de que nós existíamos.  Meu Tio Amaro, de pouco falar, de uma predileção especial por mim, desde eu depois de casado e já com sete filhos, ele nos visitando, fazia desenhos com um garrancho na areia dura em redor da fogueira, sempre de rostos em perfil, como só os egípcios sabiam fazer.  Meu amado tio, um dia deitou alegre junto de sua Nicinha e acordou pela manhã, morto.  Não incomodou ninguém na sua passagem, era homem de bem.



DEVANEIOS-DE MEUS 9 ANOS (2)

Tenho Cara De Antigamnte, Quando No Fim das Paralelas, O Nada
NO MEIO, AS SURPRESAS

quarta-feira, 22 de junho de 2016


DEVANEIOS - DE MEUS 9 ANOS (2) (040514)

sábado, 21 de junho de 2014


DEVANEIOS -DE MEUS 9 ANOS - (2) 03 / 43 (040514)

1977-Belém-PA-(eu)-edélvio-aos 42 a hÁ 39 ANOS ATRÁS

Tenho Cara De Antigamente, Sou Do Tempo Em Que Se Falava Oxente, Oxe, Oxe, Oxe
TUDO É RELATIVO, EXCETO ESSA ASSERTIVA

(M E M Ó R I A)

DEVANEIOS - DE MEUS 9 ANOS (2)



Estão vendo aquela rua lá?  Ela se chama Joaquim Nabuco, mas bem poderia ser rua do  Sem Fim.  Prestem atenção no que os fotistas chamam perspectiva, a profundidade da paisagem, nas paralelas que se encontram no infinito.  Ali, seis dias da semana, com um pezito de nove anos eu ia e voltava até a padaria e não aguentava de canseira.  Barganhava com Deus e dizia:   Meu bom Deus, vamos fazer um negócio?  Eu tenho que ir e vir, num é "mermo";  ai dava um pulinho e um semi-volteio, e agora estava com as costas na ida e a frente na vinda e falava:  Se eu fizer assim eu já estou de volta com pão e tudo;  legal?  Não, respondeu o Senhor;  menino esperto hein?  E deu três toques no meu juízo.  Enfadado e vencido encetei viagem e comigo estava aquela irmã chata que me puxava o cabelo;  dei-lhe um beliscão nas costelas e segui.  

Logo ali adiante ia encontrar o meu destino, como se tivesse dado três pancadinhas em alguma madeira, segundo Saramago.  Era o aramado de frente de uma casa, longuíssimo e armado de florzinhas pequenininhas e azulzinhas;  era na verdade um buquezinho destas florinhas que eu chamava de nuvens e eram muitas.  Enxerguei por entre as brechas que uma branda brisa buliçosa deixava entrever, um rostinho lindo de viver, branquinho e redondinho com dentes pequenininhos que com algum acanho se escondiam.  Os lábios rosados  formavam a linda boquinha que guardava aqueles dentes.  Para aumentar a paixão louca que de mim se apossou, a lindíssima donzela passou uma língua cor-de-rosa, só a pontinha entre os dentes e a liberdade, e a luz que dali se espargiu, iluminou pequeninos pontos de sardentos pretos sobre o branco, que me perfilou sereno!  Estava apaixona d-o-dó.  Só não dancei porque a implicante puxadora de cabelos estava defronte de mim, mas mesmo assim dei-lhe um chute na canela.  Ela que se comportasse e não atrapalhasse meu casamento que "nóis" ia se casar.  

A bela santa cujos olhos cintilavam perguntou como Marta perguntava a Jesus de Nazaré:  Como é o seu nome?  E eu respondi; aceito sim Senhora.  Eu queria casamento pra já.  Eu delirava e minha irmã espalhafatosa me segurou pelo nariz e sentiu que eu estava com febre, porque me conhecendo como conhecia sabia que minhas explosões de amor eram essencialmente narigais.  Gioconda foi o nome que dei à minha namorada, mas eu já a  chamava de de Gioca e ela gostava.  Se aproximou e passou a sua destra na minha face cavilosa;  ficaram duas listras brancas no meio da sujeira que me acompanhava.  Desmaiei, mas antes dei dois beliscões nos dois pequenos peitos de minha antipática irmã.  E com vergonha do desmaio, pedi desquite e me separei para nunca mais voltar.

Fumos, pegamos o pão e regredimos pela calçada contrária para não haver recaída.  Quando passei defronte do cobertor de nuvens, virei o rosto pra parede que me acolhia e assoviava com estridência com espírito de zombaria;  minha testa estava na parede mas meus olhos reverteram-se para trás e nada enxerguei porque estava olhando para dentro de minha caveira;  como eu tinha medo de caveira, disparei na carreira com a bestada atrás de mim, e cheguei em casa antes dela.  Miserável, gritava eu, me deixaste viúvo antes mesmo de me casar.  Vou te rogar uma praga:  hás de casar com o primeiro jumento da vizinhança que por aqui aparecer pedindo teu casco em casamento.




sexta-feira, 20 de setembro de 2019

DEVANEIOS-DE MEUS 9 AN0S (1)-(040514)

Tenho Cara De Antigamente, Quando A  Memória Me Açula
1ª  PARTE DOS MEUS 9 ANOS

quinta-feira, 24 de novembro de 2016


DEVANEIOS - DE MEUS 9 ANOS (1)(140514/16)

Tenho Cara De Antigamente, Quando Bater Uma Chapa Era Posar Para Foto
A MESMA COISA QUE TIRAR RETRATO (?)
Sumiço Lento Da Vida

quarta-feira, 4 de maio de 2016


DEVANEIOS- DE MEUS NOVE ANOS (1) (040514)

Tenho Cara De Antigamente, Quando Aos Nove Anos Está-Se Descobrindo O Mundo
ESCORREGOS ACONTECEM NESTA IDADE

domingo, 4 de maio de 2014


DEVANEIOS - DE MEUS 9 ANOS - (1) (040514)

Minha Casa à  D, Parque Amorim, 1501, Recife - PE, entre 1940/1946
Ao Centro 
Rua Joaquim Nabuco, onde desfilou o féretro de Demócrito e os pracinhas da FEB
à  E, Igreja da Capunga

M E M Ó R I A



Mirtô e Marlu, Edélvio (eu) e  Élvio -1943 (quatro irmãos)
Em Baixo, Edélvio (eu), Marlu, Élvio e atrás Mirtô

Em Baixo, (eu) Edélvio, o biografado


Estou ai, sentadinho em cima de meus nove anos, doido para voltar `'a minha normalidade impulsiva, mesmo quando me taxavam de "impossível".  O joelho casquento me entrega.  A cara de anjo é um disfarce da minha incomodação, desde que me cortaram as asas.  Vejam que chique que me fez o Davi, seminarista (protestante) no seu internato e na sua maldita timidez de alfaiate;  aquele escudo bordado colorido sobre o bolso do paletó;  a camisa de seda e a minha inocência mesmo assentada num azougue.  Eu era feliz, menos quando estava no castigo;  meu pai não tinha noção do tempo no uso da palmatória e se a apenação fosse ficar sentado numa cadeira de espaldar altíssimo, permitia-me um travesseiro sobre as coxas, as costas me doíam, eu dormia, me agachava sem descer daquele trono e ele não se comovia e acho que tinha amnésia.

Esse conjunto me acompanhou por muitos anos;  ao domingo, o levava ao banheiro e o punha sobre uma cadeira.  Aos gritos cantava "Helena, Helena vem me consolar" e levava um tempo imenso naquele desentoo e me esfregava com muito sabonete Eucalol, depois que guardava suas estampas com a mitologia grega toda impressa, que "seu" Edgar da Loja Azul lá em Olinda,  guardava pro seu freguês quando eu ia lá pagar o que devia.  Esse hábito de respeito pelo patrimônio alheio que guardo até hoje, é a resposta desse ato de conluio de meu Pai com o "seu" Edgar que nos dava conta de crédito avalizada e nos incutia seriedade nas relações comerciais.  `'A cada um dos quatro irmãos que deixava de urinar no colchão, Papai nos dava uma cama "Patente", linda de viver. e a minha era "cinta azul".  Eu tinha sensibilidade de navegar nessa coisas de cada dia e saboreava seu valor, com devoção.

O risco que corre o pau, corre o machado e meu conjunto que tanta alegria me dava na Escola Dominical, nos autos de Natal e tudo mais, foi testemunha de algum fato muito triste e fortemente registrado por mim, naquela infância-adulta.  Nós quatro éramos livres para ir onde quisesse;  Naquele tempo, não fosse a guerra, que não nos impressionava com seu valor funesto, tínhamos Paz Social, isto é, não se via a hediondez e brutalidade que se vê hoje.  Eu ia com meus nove anos e voltava sem arranhá-lo.  Cumprida as obrigações religiosas da manhã do domingo, saia eu com meus mistérios, segredos só meus.  Uma coisa confesso, em se tratando de memórias, em nossa casa não se via muita afetividade, era cada um por si, assim eramos os quatro, cada qual com seus amigos pelos quatro cantos.  Almocei e sai com meu terno branco;  domingo, dia morto, tudo sem vida.  Passei em frente da Igreja da Capunga, fechada.  Fechados os portões imensos do CAB.  Na lateral da igreja, o Pingalho fechado, mórbido com o cheiro que vazava por baixo da entre-porta, de aguardente ardida que os bêbados jogavam ao chão em louvor dos espíritos.  Lá adiante entornei `a direita;  A Baixa Verde, um baixio lodento, insalubre, sempre úmido e molhado.  Lá morava Mathanias, minha colega de CAB e também Gladstone, um gordinho atarracado, mais velho que eu, filho de um coronel da Polícia, também baixinho;  seu filho era míope severo, consumia perenemente X-9, revista de detetives e sem desenhos que nem me agradava, mas ele me deixava ouvir num rádio de baquelite, que tinha de se esperar que aquecesse as válvulas para ter som, e um cheiro bom invadia a sala, as aventuras de Tarzan e O Vingador.  Que boas memórias essas.

La adiante estava no Jardim do Derby, passeio lorde de recifenses classe A.  Minha mentira era um bico de pão dormido em um bolso e uma linha em torno do pulso que descia com um alfinete encurvado e preso à linha pela cabeça, onde eu punha sobre a água de um grande tanque que lá havia começando do chão até meu peito e eu olhando pro céu solenemente deixava o guarda passar por minhas costas.  Piabas enchiam aquele tanque e curtiam pão dormido e por sua gulodice perdiam também a vida.  Quanto pecado meu para uma tarde de domingo!  Que Deus me perdoe e também a piabinha;  não tinha eu noção do assassinato que cometia, para depois deixá-la morta na areia.  O castigo viria já.  Andava, corria, olhava tudo, sempre sozinho, sentia a brisa e o vento no bambual e ia até o loré.  Era uma enorme tábua com duas alças em cada cabeceira, com um meninão grande de cada  lado impulsionando-a às alturas e o miolo cheio, cheinho mesmo, de meninos;  e quem estava lá no meio?  Eu, de paletó e tudo;  com medo, mas aguerrido.  Uma gritaria insana e lá eu me despenquei e o ferro da alça rompeu a lateral de minha calça de alto a baixo.  Eu berrava, mas de vergonha, de poder ter as minhas vergonhas expostas.

Corria com uma mãozita segurando as duas abas do que agora mais parecia uma saíta.  E fazia o inverso do passeio;  Derby, Baixa Verde, Pingalho, Capunga, CAB  e entrando de chofre casa
à dentro, num choro copioso, mas agora do castigo que poderia ter.  Quem estava lá, como meu anjo guardião, era meu Tio Artur, branquinho, franzinozinho, de roupa branca no seu comum, de barbas e bigodes brancos e de um coração-ternura do tamanho de uma mãe.  mandou-me trocar de roupa e providenciou o conserto daquela traiçoice sem que ninguém mais soubesse;  e me deu colo, me deu afago, apertou-me a mão;  e que angústias não cessam com tal emplastro?